16 de fevereiro de 2024 às 08:53
A relação entre o Governo do Estado de Pernambuco e o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) tem estado tensa, com uma recente greve no início do Carnaval devido a discordâncias sobre condições de trabalho, remuneração e outras questões.
No entanto, as divergências se intensificaram em relação aos números de casos de criminalidade durante o Carnaval de 2024.
O Governo divulgou seus dados oficiais, compilados entre os dias 8 e 13 de fevereiro, indicando uma redução nas Mortes Violentas Intencionais (MVI), de 82 em 2023 para 68 neste ano, representando uma queda de 17%.
Por outro lado, o Sinpol contestou esses números, apresentando dados diferentes na Quarta-feira de Cinzas por meio de uma nota à imprensa.
O sindicato afirmou que houve 62 homicídios, dois a mais do que no Carnaval anterior.
Além disso, houve discordância quanto aos casos de roubos e furtos. A Secretaria de Defesa Social (SDS) registrou 550 roubos, uma redução de 40% em relação ao ano anterior (910), enquanto o Sinpol contabilizou 309.
Quanto aos furtos, o Estado relatou 1.945 durante o Carnaval, em comparação com os 2.756 do ano passado, enquanto o sindicato afirmou que foram apenas 794.
Os números também divergiram em relação aos casos de estupro. A SDS contabilizou 12 casos, três a menos do que em 2023, enquanto o Sinpol afirmou que 14 mulheres foram estupradas neste ano.
Os números oficiais da SDS também apontam que houve 119 roubos e 73 furtos de veículos. Já o Sinpol aponta 231 roubos e 135 furtos de veículos.
O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, durante uma entrevista coletiva, afirmou que os resultados mostram que o planejamento operacional para o Carnaval, iniciado em setembro de 2023, foi bem executado”. No entanto, o Sinpol, em sua nota à imprensa, considerou o Carnaval de Pernambuco como muito violento.
Questionado sobre os números apresentados pelo sindicato, Alessandro Carvalho foi breve em sua resposta:
“Os números oficiais estão sendo apresentados aqui do Carnaval seguro”.
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