Passistas de Frevo Foto: Divulgação
Embora o frevo seja a face mais famosa, o Carnaval de Pernambuco é um mosaico de tradições que sobrevivem há séculos através da resistência popular.
Para entender a magnitude dessa festa, é preciso olhar além das sombrinhas coloridas e mergulhar em ritos como a Noite dos Tambores Silenciosos, no Pátio do Terço.
À meia-noite da segunda-feira, as luzes se apagam e o som do maracatu de baque virado silencia para uma oração em iorubá, homenageando os ancestrais africanos.
Esse momento é uma das expressões mais profundas de religiosidade e memória dentro do Carnaval de Pernambuco, atraindo estudiosos e turistas do mundo inteiro.
No interior do estado, especialmente na Zona da Mata Norte, o Carnaval de Pernambuco ganha as cores vibrantes do Maracatu Rural, também conhecido como Baque Solto.
O grande ícone dessa manifestação é o Caboclo de Lança, com sua enorme gola bordada, peruca de seda e a lança de madeira adornada.
Nazaré da Mata é o epicentro desse movimento, onde dezenas de grupos se reúnem para duelos de poesia improvisada e danças frenéticas. Essa vertente do Carnaval de Pernambuco reflete a alma do trabalhador canavieiro, transformando o suor do campo em arte e orgulho imaterial da humanidade.
Subindo a serra em direção ao Agreste, o Carnaval de Pernambuco revela personagens intrigantes como os Papangus de Bezerros.
Com suas máscaras de papel machê e túnicas longas, esses foliões mantêm viva uma tradição centenária de brincar o Carnaval mantendo a identidade em segredo enquanto comem angu.
Já em Pesqueira, a diversão fica por conta das Caiporas, figuras que usam paletós coloridos e sacos de estopa na cabeça para assustar e divertir as crianças.
Essas variações regionais provam que o Carnaval de Pernambuco é descentralizado, rico em simbolismos e extremamente diverso em cada município.
A biodiversidade cultural do Carnaval de Pernambuco também inclui os grupos de Caboclinhos, que homenageiam os povos originários com coreografias rápidas e o som seco das preacas (arco e flecha de madeira).
Pelos bairros do Recife, é comum cruzar com o Boi de Carnaval e o Urso (La Ursa), agremiações que pedem dinheiro aos transeuntes com muita irreverência e música.
Cada uma dessas peças compõe a engrenagem do Carnaval de Pernambuco, reafirmando que a festa não é apenas um evento turístico, mas um organismo vivo que pulsa no sangue de cada pernambucano durante todo o ano.
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De acordo com o comunicado, a atuação do Vórtice Ciclônico em Altos Níveis, em associação com a confluência dos ventos em baixos níveis é o responsável pela condição climática.
Ações de segurança viária serão intensificadas até o final da quarta-feira (18), para coibir comportamentos imprudentes e proporcionar mais segurança a quem vai viajar nessa época.
Quando o recurso do pagamento for próprio do município será até 30 dias úteis e quando da União ou Estado pode chegar até 60 dias úteis.
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