Delegado é acusado de atirar em morador de Fernando de Noronha. Foto: Divulgação
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (ADEPPE) divulgou uma nota nesta segunda-feira, 5 de março, para defender a conduta do delegado, identificado como Luiz Alberto Braga, acusado de atirar em morador de Fernanda de Noronha, na noite do domingo (4).
No documento, o grupo afirma que o policial agiu em legítima defesa após importunação contra sua companheira.
Segundo testemunhas, o delegado teria discutido com a própria esposa, por conta de ciúmes, instantes antes da confusão.
Logo após o desentendimento, Luiz Alberto se envolveu em uma nova briga, desta vez com outro homem presente no evento. A confusão teria começado de forma verbal, mas evoluiu rapidamente para agressões físicas.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (ADEPPE) vem a público manifestar seu posicionamento em defesa da conduta de um delegado associado, envolvido em um episódio ocorrido recentemente na Ilha de Fernando de Noronha, no qual atuou em legítima defesa, diante de agressões injustas e atual.
No momento do fato, o delegado identificou-se como policial ao agressor, recolhendo sua arma ao coldre logo em seguida gesto que evidencia sua intenção de evitar qualquer confronto.
A abordagem ocorreu em razão do comportamento reiterado de perseguição/importunação contra sua companheira.
Mesmo ciente da condição funcional do delegado e do fato de ele portar arma de fogo, o agressor deu início a violentas agressões físicas, demonstrando a intenção de desarmá-lo o que configurava grave risco à integridade física do agente e de outras pessoas presentes.
Diante da agressão injusta e atual, o delegado reagiu com um único disparo, atingindo a perna do agressor, com o objetivo de cessar a agressão e preservar vidas. A escolha do local do disparo demonstra o preparo técnico e o equilíbrio emocional do policial, que agiu para neutralizar a ameaça com o menor dano possível, impedindo que sua arma fosse subtraída.
É importante esclarecer que o delegado não havia consumido bebida alcoólica e, tão logo controlada a situação, apresentou-se espontaneamente ao delegado da Polícia Federal, única autoridade policial disponível na localidade naquele momento.
O próprio delegado sugeriu e foi encaminho via ofício ao IML onde realizará:
Exame de sangue, para comprovar a ausência de ingestão alcoólica;
Exame de corpo de delito, a fim de atestar as lesões sofridas durante a agressão que motivou a reação legítima.
Recife, 5 de maio de 2025
Diretoria da ADEPPE
Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco
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