Governadora Raquel Lyra. Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Após críticas sobre a ausência de cotas raciais no edital do Concurso Público Unificado de Pernambuco (CPU-PE), a governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou, na ultima sexta-feira (10), a suspensão temporária das inscrições e o envio de um Projeto de Lei (PL) à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para garantir reserva de vagas para candidatos negros, indígenas e quilombolas em concursos públicos estaduais.
A medida visa tornar o concurso mais inclusivo e respeitar a diversidade racial do estado, garantindo 30% das vagas destinadas a pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas. O projeto altera a Lei nº 18.202/2023, que institui o Estatuto da Igualdade Racial de Pernambuco, e prevê a obrigatoriedade dessa reserva em todos os concursos públicos e seleções simplificadas do governo estadual.
“Estamos encaminhando hoje um projeto de lei para a Assembleia Legislativa para garantir cotas raciais em concurso público. Por isso, estamos suspendendo as inscrições do nosso concurso unificado. No primeiro dia, em 24 horas, tivemos 8.500 inscritos. Pedimos que a Alepe tramite o projeto com a maior urgência possível para que possamos retomar o edital, com as cotas incluídas, e realizar o concurso ainda em dezembro”, afirmou a governadora.
O Concurso Unificado de Pernambuco oferece atualmente 460 vagas para diversos órgãos estaduais. Com a aprovação da nova lei, o edital deverá contemplar três categorias principais de concorrência:
Ampla concorrência – para candidatos que não optarem pelas cotas raciais;
Cotas raciais – 30% das vagas reservadas para negros, indígenas e quilombolas;
Pessoas com deficiência (PCD) – percentual mínimo de 5%, conforme já previsto por lei.
Na prática, para um cargo com 10 vagas, a distribuição seria: 7 vagas para ampla concorrência, 3 para cotas raciais e 1 vaga reservada para pessoas com deficiência (respeitando o arredondamento).
O critério exato de aplicação das cotas e o arredondamento serão detalhados no edital atualizado, que deverá ser republicado ainda em outubro, após aprovação do PL na Assembleia.
Antes da proposta, a legislação estadual apenas recomendava ações afirmativas, sem tornar obrigatório o sistema de cotas raciais nos concursos públicos. Com o PL enviado pela governadora, a obrigatoriedade passa a valer para todas as seleções do governo de Pernambuco, beneficiando diretamente pretos, pardos, indígenas e quilombolas em igualdade de oportunidades.
A reserva de vagas também será aplicada de forma proporcional para cada cargo e localidade, evitando concentrações ou distorções na distribuição das vagas.
A expectativa é que a Assembleia Legislativa tramite o projeto em regime de urgência para que as inscrições do Concurso Unificado sejam retomadas ainda em outubro, com provas previstas para dezembro.
A adoção das cotas raciais no Concurso Unificado de Pernambuco representa um passo importante na promoção da igualdade racial e na valorização da diversidade no serviço público estadual.
Fonte: Jaula Cursos
2
4
20:28, 15 Set
25
°c
Fonte: OpenWeather
Os candidatos devem ter concluído o ensino fundamental e cumprir os demais requisitos estabelecidos para o exercício da função.
As atrativas estão distribuídas entre prefeituras, câmaras municipais e universidades públicas, com oportunidades no Recife, Região Metropolitana, Agreste e Sertão pernambucano.
Participam da prova concluintes de cursos de licenciatura inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026 pelos coordenadores dos cursos, além de graduados interessados em ingressar na carreira.
mais notícias
+