Agente da PRF no trânsito. Foto: Divulgação/PRF
Com quase 30% de defasagem no efetivo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) enfrenta desafios crescentes para manter sua presença em todas as rodovias federais. Atualmente, o efetivo real gira em torno de 13 mil policiais, número abaixo do ideal estimado por um estudo feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2006, que aponta a necessidade de mais de 18 mil servidores para que a PRF opere com eficiência em todo o país.
Diante desse cenário, 767 candidatos aprovados no concurso de 2021 aguardam a convocação para o Curso de Formação Policial, última etapa antes da nomeação. Todos já foram considerados aptos nas fases anteriores: provas, testes físicos, exames médicos e psicológicos, além da investigação social. A comissão que representa esses aprovados defende que a nomeação do grupo é estratégica, rápida e economicamente viável, uma vez que o certame ainda está vigente e custou cerca de R$ 22 milhões aos cofres públicos.
A ampliação das atribuições da PRF, prevista em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), reforça ainda mais a importância do aumento do efetivo. Sem a criação de novos cargos, alertam os aprovados, não apenas a convocação se torna inviável, como também o desempenho da corporação frente às novas responsabilidades pode ser comprometido.
A direção da PRF tem demonstrado sensibilidade ao tema, e os aprovados mantêm diálogo com autoridades, parlamentares e representantes da sociedade civil.
A comissão ressalta que o objetivo é contribuir com uma instituição reconhecida por sua atuação eficiente e alinhada aos princípios democráticos.
Diante do déficit no efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da necessidade urgente de reforçar a segurança nas rodovias federais, os aprovados no concurso de 2021 seguem mobilizados em busca da convocação para o Curso de Formação Policial. Com o concurso ainda vigente e todas as etapas superadas, o grupo defende que a nomeação é uma solução viável, estratégica e de baixo custo para o fortalecimento da corporação.
“O Brasil tem hoje mais de 700 excedentes do concurso PRF 2021, aprovados em todas as fases, buscando tão somente o Curso de Formação Policial e a nomeação. São profissionais prontos, capacitados, comprometidos com os valores democráticos e com desejo de servir ao país. Investir nesse grupo é acelerar os resultados da segurança pública com inteligência, responsabilidade e valorização do serviço público”, ressalta comissão.
O deputado federal e segundo-secretário da Câmara dos Deputados, Lula da Fonte (PP-PE), se reuniu na segunda-feira, 15 de abril, com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, para tratar da chamada de aprovados no concurso nacional de 2021 da Polícia Rodoviária Federal (PRF), vigente até dezembro de 2025.
Durante o encontro, o parlamentar destacou a importância da recomposição do efetivo da corporação, visto que, segundo recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), o efetivo ideal para sanar as demandas do país na categoria, seria de 18 mil agentes, contando hoje com apenas 13 mil. Como encaminhamento, a equipe do ministério irá elaborar uma nota técnica para avaliar a viabilidade de novas chamadas, bem como a possibilidade de ampliação do quadro por meio de futuros concursos.
“Esse é um tema importante para a segurança pública do país. Há aprovados aptos e motivados a assumir, e estamos dialogando com responsabilidade para que o governo avalie, com base nos dados e nas necessidades da PRF, a possibilidade de avançar nessa pauta. A ministra Esther Dweck foi muito receptiva, atenta aos dados apresentados e demonstrou sensibilidade em relação à importância do tema. Posteriormente, com a aprovação da PEC da Segurança Pública, as atribuições da PRF irão aumentar ainda mais, e fortalecer esse efetivo diz respeito a um tema importante para salvaguardar e preservar a segurança pública do país”, afirmou o deputado federal Lula da Fonte.
O parlamentar recebeu, na última segunda (7), o representante da comissão de aprovados, Yrwing Henrique, que apresentou dados atualizados sobre a situação da PRF. Segundo a comissão, há atualmente cerca de 213 cargos vagos, com previsão de chegar a 500 até o fim do ano.
Dos aproximadamente 700 aprovados, entre 450 e 500 estariam prontos para assumir. Desse total, 115 são mulheres e 70 são pernambucanos. A análise da possibilidade de novas chamadas e concursos é fundamental para fortalecer a atuação da corporação e garantir mais segurança à população.
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O certame terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, com possibilidade de prorrogação por igual período.
O certame oferece remuneração inicial de R$ 32.070,88 para cargos de nível superior. As inscrições seguem abertas até 17 de novembro, enquanto as provas estão previstas para janeiro de 2027.
Os profissionais contratados terão vínculo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com jornadas de 24, 30 ou 40 horas semanais, conforme o cargo.
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