Segundo investigações, depois de invadir os sistemas, os suspeitos alteravam os dados sobre o cumprimento de penas e inseriam documentos falsos.
14 de fevereiro de 2025 às 09:16 - Atualizado às 09:23
Polícia Federal (PF) Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou nessa quinta-feira, 13 de fevereiro a operação Data Change.
A operação teve como alvo um grupo criminoso que conseguiu invadir os sistemas de execução penal e de mandados de prisão mantidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visando soltar criminosos de alta periculosidade.

De acordo com os agentes, a polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Goiânia.
Há a suspeita de que advogados participaram das fraudes. A seccional de Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse acompanhar as diligências.
Após invadir os sistemas, os criminosos alteravam os dados sobre o cumprimento de penas e inseriam documentos falsos.
A PF informou que identificou fraudes em pelo menos 15 processos, “mas esse número pode aumentar com os desdobramentos da investigação que está em curso".
Acrescentou que “essas alterações indevidas tinham por finalidade adiantar as datas para progressão de regime dos apenados, de modo que estes pudessem progredir, de forma fraudulenta, mais rapidamente do regime fechado para o semiaberto, quando então rompiam a tornozeleira, tornando-se foragidos da justiça”.
Entre os beneficiados estariam condenados a mais de 60 anos prisão e também integrantes de facções criminosas.
Não é a primeira vez que invadem os sistemas do CNJ para inserir informações fraudulentas.
Em janeiro de 2023, por exemplo, algumas pessoas acessaram irregularmente o Banco Nacional de Mandados de Prisão para inserir documentos e alvarás de soltura falsos.
Na ocasião, foi inserida no sistema uma falsa ordem de prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra ele mesmo.
Após investigação da Polícia Federal e parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) se tornou ré no caso, acusada de ter encomendado a ação a Walter Delgatti Neto, conhecido por ter sido o hacker responsável por vazar mensagens no escândalo conhecido como Vaza Jato. A parlamentar nega participação no crime.
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