O pedido dos EUA ao Palácio do Planalto, é sob a alegação de que o Brasil promove censura.
27 de fevereiro de 2025 às 12:13 - Atualizado às 13:12
Donald Trump e Lula Foto: Arte/Portal de Prefeitura
Após comunicado emitido pelos Estados Unidos, condenando a atuação de Alexandre de Moraes, no Brasil, o presidente dos EUA, Donald Trump diz que aguarda uma resposta do governo brasileiro.
O chefe americano aguarda um posicionamento do presidente Lula sobre o ministro do STF.
Caso o mandatário brasileiro não dê ouvidos ao pleito, a Casa Branca aumentará ainda mais a pressão sobre o governo Lula. As cobranças ao Palácio do Planalto, é sob a alegação de que o Brasil promove censura.
Primeiro no campo do discurso e, depois, com sanções que poderão atingir não apenas o magistrado mas o próprio governo Lula. A princípio, nessa quarta-feira (26), o presidente Donald Trump deu início a seu plano de ação. Os próximos passos dependerão da resposta do petista.
De acordo com Trump, a expectativa da Casa Branca é que uma punição a Alexandre de Moraes, em fase avançada de discussão, fará autoridades brasileiras recuarem com receio de também virarem alvo de sanções. O objetivo é isolar o magistrado brasileiro.
Sendo assim, a tendência, contudo, é que Lula não abandone Moraes, um dos ministros do STF mais próximos do presidente. Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Bolsonaro no inquérito do golpe, o petista foi só elogios a Alexandre.
“Ninguém, nem esses produtores das plataformas [indireta a Elon Musk] que pensam que mandam no mundo, ninguém vai fazer com que a gente mude de rumo nesse país. Não adianta ameaçar pela Justiça, não adianta perseguir o Alexandre de Moraes”, discursou Lula.
“Nós precisamos dar os parabéns ao Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República [Paulo Gonet] pela denúncia contra os golpistas”, continuou o presidente.
Entretanto, por ora, nem Donald Trump nem Lula dão sinais de que recuarão. Aguardemos as cenas do próximo round.
O comunicado do governo dos Estados Unidos criticando uma “censura” imposta no Brasil pegou o Ministério das Relações Exteriores de surpresa. Horas antes da nota oficial, a coluna conversou com embaixadores do Itamaraty, que acreditavam não haver chance de uma ofensiva do governo norte-americano.
Portanto, a chancelaria brasileira tem atuado, desde antes da posse de Trump, para aproximar os dois governos. E acreditava, até ontem, estar tendo êxito na redução de danos. Diz a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores:
“O governo brasileiro recebe, com surpresa, a manifestação veiculada hoje pelo Departamento de Estado norte-americano a respeito de ação judicial movida por empresas privadas daquele país para eximirem-se do cumprimento de decisões da Suprema Corte brasileira.
Sendo assim, o governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos poderes, contemplado na Constituição Federal brasileira de 1988.
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