Trump afirmou ter encontrado Lula na ONU, com grande simpatia. Créditos: Reprodução
No corredor da Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois se cumprimentaram com abraços e trocaram poucas palavras em um momento espontâneo que durou cerca de 20 a 30 segundos. Trump disse que houve "uma ótima química" entre eles e que o brasileiro "parece um cara muito legal".
Trump explicou seu encontro com Lula durante seu discurso oficial na Assembleia Geral da ONU, afirmando que, apesar da breve conversa, eles já combinaram de se reunir na próxima semana, o que sinaliza uma possível reaproximação entre os dois países. Ele ressaltou que "só faz negócio com pessoas de quem gosta" e que gostou do presidente brasileiro.
As relações entre Brasil e EUA vivem um momento tenso, especialmente após o anúncio em julho de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, justificadas por Trump como retaliação a ações do Brasil contra autoridades americanas e cidadania. Lula, por sua vez, prometeu manter a soberania nacional e negociar para resolver questões comerciais.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que a reunião entre Lula e Trump deve ocorrer por telefone ou videoconferência, considerando a agenda apertada dos dois líderes. Ele também confirmou o breve encontro na ONU como cordial e espontâneo.
Fontes do governo dos EUA classificaram a conversa como positiva e espontânea, destacando que a diplomacia de ambos os países já iniciou tratativas para detalhar o encontro marcado entre Trump e Lula, com expectativa de negociações futuras.
Trump qualificou Lula como "homem muito agradável" e declarou gostar dele, enquanto Lula mantêm abertura para diálogo como uma postura diplomática para resolver conflitos, afirmando estar "pronto para conversar com qualquer chefe de Estado".
A reunião tem como pano de fundo a discussão sobre as tarifas impostas pelos EUA e as sanções que geraram atritos entre os países, além de uma tentativa de restabelecer canais diplomáticos para negociações e melhoria das relações econômicas.
Lula foi o primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU, como tradicional no Brasil, e Trump foi o segundo, utilizando parte do discurso para fazer referências ao encontro e às questões bilaterais entre Brasil e EUA.
Trump voltou a criticar a suposta censura, repressão, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos no Brasil durante seu discurso, enquanto Lula reafirmou a importância da soberania do país e manifestou interesse em negociar sem perder essa prerrogativa.
Apesar da breve interação, a expectativa é que a reunião entre Lula e Trump possa abrir caminho para um diálogo mais construtivo e redução das tensões comerciais e políticas, destacando a importância do relacionamento Brasil-EUA na política internacional.
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