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Primeiro ciclone de dezembro: quando atinge o Brasil e o caos que vem por aí?

Alerta vermelho: temporais e ventos de 120 km/h ameaçam milhões.

Joice Gomes

08 de dezembro de 2025 às 04:45

Primeiro ciclone de dezembro atinge Brasil em 8/12 com ventos de 120 km/h.

Primeiro ciclone de dezembro atinge Brasil em 8/12 com ventos de 120 km/h. Créditos: Reprodução/X

Um ciclone extratropical poderoso ganha força e já tem data marcada para bagunçar o verão brasileiro: entre 8 e 11 de dezembro de 2025. Especialistas da Climatempo e Defesa Civil alertam para rajadas de vento acima de 90 km/h no Sul, com picos de 120 km/h em áreas elevadas, além de chuvas intensas e risco de granizo em pelo menos dez estados.

O fenômeno se forma entre Paraguai, Argentina e Rio Grande do Sul, avançando para o oceano, mas seus tentáculos de instabilidade vão respingar no Sudeste e Centro-Oeste, transformando a rotina de milhões em uma prova de resistência. Imagine acordar com o telhado voando ou ruas virando rios, isso pode ser real nos próximos dias.

Enquanto o país sonha com praias lotadas, esse "intruso polar" chega para lembrar que o clima não pede licença. A pressão atmosférica deve cair abaixo de 1000 hPa, sinal de intensidade rara para dezembro.

Trajetória do monstro: do RS ao alto-mar em poucos dias

O centro do ciclone toca o Rio Grande do Sul na terça-feira, 9 de dezembro, instalando-se perto da Grande Porto Alegre à noite. Na quarta, 10, ele ruma ao mar pela costa gaúcha, ganhando o oceano e se afastando devagar rumo ao alto-mar na quinta, 11.

Santa Catarina vira o epicentro dos impactos: na segunda, 8, temporais isolados já batem no Oeste à tarde, com granizo e ventos fortes avançando para o Planalto Norte. Terça é o pico, com risco alto de alagamentos em todo o estado e ventania costeira.

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  • Rajadas de 70-90 km/h no Meio-Oeste, Planaltos e Litoral na quarta-feira;
  • Ondas de 2 a 3 metros entre Florianópolis e Litoral Sul;
  • Chuvas acima de 50 mm em poucas horas, com potencial para deslizamentos.

No Paraná, a instabilidade explode na tarde de terça, com Curitiba sentindo vendavais próximos de 90 km/h. O leste de São Paulo não escapa, e Mato Grosso do Sul leva a pior no Centro-Oeste, com rajadas intensas na terça.

Impactos diretos: de quedas de energia a prejuízos bilionários

Ventos extremos prometem caos no setor elétrico: postes tombam, árvores caem e interrupções de luz podem durar dias, como em ciclones passados que custaram bilhões em danos. Telhados arrombados e estruturas expostas viram rotina em áreas serranas.

Agricultura treme: plantações no Sul e Centro-Oeste enfrentam granizo e excesso de água, atrasando safras e elevando preços de alimentos. Em 2024, eventos semelhantes geraram perdas de R$ 2 bilhões só no RS. Moradores de encostas devem redobrar cuidados com deslizamentos.

Cidades litorâneas como Florianópolis preveem mar agitado, interditando praias e afetando pescadores. No Sudeste, São Paulo e Rio sentem ecos com temporais isolados, enquanto o Centro-Oeste lida com um "corredor de umidade" trazendo 80 mm de chuva em MT e GO.

O que dizem os experts: "mais intenso que o normal"

Meteorologistas da Climatempo classificam o sistema como "forte intensidade", impulsionado por La Niña enfraquecida e oscilações atmosféricas. "Não passa pelo Sudeste, mas os ventos chegam sim", avisa o time.

A Defesa Civil de SC emite alerta vermelho: "Risco alto em todas as regiões na terça". Epagri e Metsul falam em "alerta vermelho poderoso", com quatro dias de fúria climática.

Caio Guerra, meteorologista da Defesa Civil catarinense, reforça: "Entenda os riscos e proteja-se". Histórico mostra que ciclones de dezembro são raros, mas devastadores quando vêm.

Medidas urgentes: como se blindar do vendaval

Não espere o pior bater à porta. Aqui vão dicas práticas testadas em eventos anteriores:

  • Reforce telhados com lonas e amarre objetos soltos;
  • Evite áreas baixas e encostas; estoque água e comida não perecível;
  • Monitore alertas da Defesa Civil via app ou rádio;
  • Desligue aparelhos elétricos para evitar curtos em quedas de energia.

Veículos param em ventanias fortes, dirija só se essencial. Pescadores e velejadores: fiquem em terra. População vulnerável, como idosos, precisa de plano familiar.

Órgãos como Inmet e Cemaden já ativam sirenes em zonas de risco. Comunidades ribeirinhas no Vale do Itajaí se preparam para cheias rápidas. Esse ciclone testa a resiliência brasileira, mas com preparação, perdas caem drasticamente.

Por que dezembro? O clima enlouquecido do Brasil

Fenômenos extratropicais explodem em dezembro por choque de massas: ar quente amazônico contra friagens polares. La Niña, mesmo fraca, amplifica umidade e instabilidades.

2025 já registrou ciclones precoces, como em novembro, sinal de padrão climático alterado. Especialistas ligam ao aquecimento global, que carrega furacões com mais fúria.

Enquanto o Norte seca, o Sul afunda em água, um Brasil bipolar que exige adaptação urgente. Investimentos em defesa civil e agricultura resistente viram prioridade nacional.

O ciclone de 8 a 11 de dezembro marca o tom do mês: chuvoso acima da média no Sul e Sudeste. Fique ligado nas atualizações, proteja o que ama e transforme alerta em ação. O tempo não avisa, mas a ciência sim e ela grita: prepare-se agora.

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