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Preso por facada em Bolsonaro, Adélio vive isolado e diz que "não é doido" ao rejeitar tratamento

O agressor cumpre medida de segurança por tempo indeterminado após ser considerado inimputável pela Justiça em razão de transtorno delirante persistente.

Ricardo Lélis

19 de abril de 2025 às 16:17   - Atualizado às 16:17

Adélio Bispo esfaqueou o então candidato a presidente Jair Bolsonaro em 2028.

Adélio Bispo esfaqueou o então candidato a presidente Jair Bolsonaro em 2028. Fotos: Reprodução/ Redes Sociais

Preso desde setembro de 2018 após o atentado contra o então candidato a presidente Jair Bolsonaro (PL), Adélio Bispo deve permanecer detido até, pelo menos, 2038.

A decisão judicial recente determinou uma previsão de saída para o interno, atualmente com 46 anos, que passará a cumprir pena até completar 60 anos.

Ele está custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), unidade de segurança máxima.

Adélio foi considerado inimputável pela Justiça em razão de transtorno delirante persistente, sendo absolvido criminalmente.

Desde então, cumpre medida de segurança por tempo indeterminado. Com a nova decisão, no entanto, a internação passa a ser considerada dentro da execução penal.

Apesar disso, o processo de execução da pena é marcado por lacunas. No Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), não consta nenhum dia de pena como cumprido — permanece registrada apenas a informação de "tempo indeterminado". Um relatório anexado ao processo aponta que não há contabilização oficial do tempo de reclusão já cumprido.

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Adélio está isolado em uma cela de 6 metros quadrados e, segundo agentes ouvidos pelo portal Metrópoles, tem recusado até mesmo os banhos de sol e o uso dos medicamentos prescritos.

"Não sou doido", teria dito ao justificar a recusa ao tratamento médico.

Segundo apuração do Metrópoles, ele tomou conhecimento, de maneira indireta, das cirurgias realizadas por Bolsonaro em decorrência da facada.

Desde que ingressou no sistema penitenciário, Adélio não recebe visitas de familiares há mais de um ano, não leu nenhum livro e tem dificuldade em manter conversas com outros detentos. Agentes relataram que seu estado de saúde mental se agravou ao longo dos anos de detenção.

Embora seja considerado um preso de alta periculosidade, não há expectativa de transferência para outra penitenciária federal.

A unidade de Campo Grande, apesar de não dispor de estrutura ideal para o tratamento psiquiátrico, é considerada a mais preparada entre as cinco do sistema federal para lidar com internos com transtornos mentais.

Os laudos médicos que avaliam a saúde mental de Adélio estão sob sigilo absoluto, com acesso restrito à Justiça Federal e à Defensoria Pública.

Durante o governo Bolsonaro, a Polícia Federal tentou obter acesso ao laudo psiquiátrico, mas teve o pedido negado.

A solicitação foi feita pela delegacia da PF em Cascavel (PR), em 3 de outubro de 2022, um dia após o primeiro turno das eleições, apesar de não haver inquérito em andamento sobre Adélio na ocasião. O pedido gerou estranhamento nos bastidores do caso.

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