Luís Roberto Barroso, ministro do STF. Foto: Agência Brasil
O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira, 9 de outubro, que vai se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). O comunicado foi feito no encerramento da sessão da Corte.
Com a voz embargada, Barroso precisou pausar o discurso algumas vezes para beber água e conter a emoção.
“É hora de seguir outros rumos”, disse, demonstrando que a decisão foi amadurecida com calma.
A saída marca o fim de uma trajetória de mais de uma década no Supremo, onde Barroso teve papel de destaque em julgamentos e debates que marcaram o país. Aos 67 anos, ele poderia permanecer na Corte até 2033, quando completará 75 anos, idade limite para ministros do STF. Mesmo assim, optou por antecipar a aposentadoria.
Barroso vinha mantendo em aberto se continuaria ou não após deixar a Presidência do STF, função que exerceu nos últimos dois anos. O comando da Corte passou, na semana passada, para o ministro Edson Fachin.
Segundo pessoas próximas, o ministro deve se dedicar à publicação de um livro de memórias e ao ensino, retomando atividades acadêmicas às quais sempre manteve ligação.
Indicado pela então presidente Dilma Rousseff, em junho de 2013, Luís Roberto Barroso construiu uma trajetória de destaque no Supremo. Desde que tomou posse, atuou em processos de grande relevância, como os recursos do mensalão e a ação que limitou o foro privilegiado para autoridades.
Durante a pandemia de Covid-19, Barroso também ficou conhecido pela decisão que suspendeu despejos e desocupações em áreas urbanas e rurais, buscando proteger famílias em situação de vulnerabilidade.
Nos últimos anos, o ministro esteve à frente de pautas de grande repercussão política e social. Sob sua presidência, o STF iniciou a responsabilização dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Ele também presidiu o julgamento da Primeira Turma que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete de seus aliados por tentativa de golpe de Estado.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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