"O Carnaval é uma grande expressão cultural e uma oportunidade de trazer essa pauta para o debate nacional'', declarou a ministra.
08 de fevereiro de 2025 às 14:51 - Atualizado às 14:53
Cópia de FOTO DIVIDIDA NÃO MEXER (Arthur) (64) Foto: Walterson Rosa/MS
O Ministério das Mulheres oficializou, na última sexta-feira, 7 de janeiro, a mobilização nacional pelo Feminicídio Zero no Carnaval do Rio de Janeiro.
A parceria entre o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), portanto, foi realizada em um evento na Cidade do Samba, com o intuito de consolidar essa iniciativa e ampliar o alcance da campanha.
Além disso, durante o Carnaval, a campanha “Feminicídio Zero - Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada” será amplamente divulgada. Dessa forma, painéis, faixas na avenida, adesivos em banheiros e materiais gráficos estarão presentes em diversos espaços do Sambódromo da Sapucaí, garantindo que a mensagem alcance o maior número de pessoas possível.
No etanto, as mensagens reforçam que o Carnaval deve ser um momento de celebração, sem assédio. Desde já, destacam que todos, especialmente os homens, precisam assumir a responsabilidade de enfrentar e interromper a violência contra as mulheres. Assim, ao promover essa conscientização, a campanha fortalece o compromisso coletivo com a segurança e o respeito.
A campanha também enfatiza a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, disponível também no WhatsApp (61) 9610-0180.
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, destacou a visibilidade que o Carnaval oferece para conscientizar sobre a violência contra meninas e mulheres.
“No Carnaval, atuaremos na Sapucaí, nas quadras das escolas de samba e na comunidade, dialogando sobre a importância de eliminar a violência contra as mulheres”, afirmou.
Ela reforçou o compromisso de transformar o Carnaval em um espaço de reflexão e inclusão dos homens nessa luta.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou que combater a violência contra a mulher é também uma questão de saúde pública.
“Não cabe apenas ao setor da saúde lidar com o impacto da violência. Falamos muito sobre as salas lilás e o acolhimento às mulheres, mas o papel da saúde é também se engajar na prevenção. Nosso objetivo é reduzir a necessidade dessas salas”, defendeu.
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, reafirmou o compromisso da instituição no combate à violência contra as mulheres.
“O Carnaval é uma grande expressão cultural e uma oportunidade de trazer essa pauta para o debate nacional. Os números são alarmantes e inaceitáveis”, ressaltou.
Gabriel David, presidente da Liesa, classificou a iniciativa como um “marco para o Carnaval”, visto muitas vezes como um ambiente propício à violência contra a mulher.
Ele agradeceu à ministra das Mulheres por reconhecer o potencial das escolas de samba para transmitir essa mensagem fundamental.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, relembrou sua irmã, Marielle Franco, e sua luta pela campanha “Não é Não”.
“Seguimos firmes na luta para que todas as mulheres sejam respeitadas e livres para viver como desejam”, afirmou, destacando o protagonismo das mulheres negras no Carnaval.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, elogiou a Liesa por acolher a campanha.
“Nada comunica melhor do que o nosso Carnaval. Levar essa mensagem para a avenida é um posicionamento do Brasil que queremos construir”, declarou.
O evento contou também com a presença da Secretária de Mulheres do Estado, Heloisa Aguiar, da Secretária de Políticas para as Mulheres do Rio de Janeiro, Joyce Trindade, e de deputadas como Benedita da Silva e Jandira Feghali.
Feminicídio Zero representa uma mobilização nacional permanente do Ministério das Mulheres. A articulação envolve comunicação popular, implementação de políticas públicas e engajamento de influenciadores. Em 2024, o Ministério das Mulheres firmou parceria com a CBF e grandes clubes de futebol para promover a campanha durante o Campeonato Brasileiro.
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