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Alckmin sobre tarifas dos EUA: "Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego"

O vice-presidente e ministro da Indústria fez uma defesa da negociação, ao invés da retaliação, no momento em que o Brasil busca um acordo.

Fernanda Diniz

21 de março de 2025 às 15:52   - Atualizado às 15:53

Geraldo Alckmin e Donal Trump.

Geraldo Alckmin e Donal Trump. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, fez nesta sexta-feira, 21 de fevererio, uma defesa da negociação, ao invés da retaliação, no momento em que o Brasil busca um acordo diante das tarifas que passaram a ser aplicadas pelos Estados Unidos sobre o aço e o alumínio.

"Olha, olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego, tem que ser ganha-ganha. Precisamos aproveitar as nossas competitividades, aproveitar as nossas vantagens competitivas para fazer complementariedade econômica", declarou Alckmin em evento, em São Paulo, com executivos de multinacionais alemães.

Durante o encontro, Alckmin prometeu trabalhar por um acordo de não bitributação nos fluxos de capital entre os países.

Ele vai aguardar estudos dos empresários para convencer o Ministério da Fazenda e a Receita Federal que não haverá perda de arrecadação

O vice-presidente salientou ainda o acordo "histórico" entre Mercosul-União Europeia.

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"Agora é implementá-lo, tenho cobrado o Itamaraty, está na fase de tradução para os vários idiomas aí, mas vamos acelerar", disse Alckmin.
 

Alckmin defende Gleisi 

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a escolha de Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, para comandar o ministério responsável pela articulação política do governo. Ao ouvir que o dólar havia fechado em alta em parte pela indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alckmin respondeu que, se for esse o motivo, a moeda irá cair porque a deputada será uma "boa surpresa" na Secretaria de Relações Institucionais

"Trump não tem como a gente interferir. Agora, se for por causa da Gleisi, vai cair. Vai cair. Pode ter certeza, porque ela vai ser uma boa surpresa. Tem experiência legislativa, Câmara Federal, Senado da República, Executiva e Presidente de Partido", disse o ministro a jornalistas.

Para o vice-presidente, Gleisi vai melhorar a relação política do governo com o Congresso justamente pela experiência política vasta da parlamentar, que já foi senadora e ocupou a Casa Civil durante o governo Dilma.

"Foi ministra de Estado, ela foi senadora da República, pode ter uma boa interlocução com o Senado. Deputada Federal, então tem uma boa interlocução com a Câmara. E presidente de partido, uma boa interlocução com os partidos políticos. E mulher. Então você tem uma mulher que tem experiência legislativa, foi senadora e é deputada federal, e ministra, conhece o poder executivo. E ainda preside um grande partido, então melhora a interlocução também com os demais partidos que é necessário", disse.

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