O jovem, que chegou ao país do leste europeu após vender todos os seus bens e levantar cerca de R$ 25 mil, foi aceito na Legião Internacional sob a promessa de treinamento e atuação técnica.
Brasileiro diz que foi enganado na Ucrânia Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
Lucas Felype, voluntário que deixou o Brasil para lutar pela Ucrânia na guerra contra a Rússia, relatou nesta sexta-feira, 25 de julho, uma suposta violação do acordo firmado com as forças ucranianas (assista o vídeo abaixo).
O jovem, que chegou à Ucrânia após vender todos os seus bens e levantar cerca de R$ 25 mil, foi aceito na Legião Internacional sob a promessa de três meses de treinamento e atuação técnica.
No entanto, segundo ele, a realidade tem sido bem diferente. Atualmente, Lucas está lotado em Kharkiv, uma das áreas mais afetadas pelos ataques russos nas últimas semanas.
Em publicações nas redes sociais, Lucas afirma que está sendo forçado a atuar como soldado de infantaria em zonas de combate intenso, contrariando totalmente as funções prometidas. “Eu vim pra trabalhar com tecnologia militar, principalmente com drones”, afirmou.
“Mas desde que cheguei, começaram a me empurrar para a infantaria. Agora me mandaram pra Kharkiv, uma das regiões mais perigosas da guerra.”
O voluntário ainda afirmou que a justificativa oficial seria um “treinamento”, mas ele acredita estar sendo utilizado como combatente comum.
Segundo Lucas, a embaixada brasileira afirmou não poder interferir.
“Me responderam que não podem fazer nada e que eu tenho que resolver direto com o exército ucraniano. Eu tô sozinho no meio de uma guerra”, desabafou.
Preocupado com sua segurança, Lucas disse estar registrando tudo o que acontece.
“Se eu sumir, se algo acontecer, vocês já sabem o motivo. Quero alertar outros brasileiros para não passarem pelo que eu tô passando.”
Gustavo Viana Lemos, de 31 anos, natural de Laguna, no sul de Santa Catarina, morreu enquanto prestava serviço militar ao lado das tropas ucranianas na guerra contra a Rússia. A informação foi confirmada por um amigo próximo à família e divulgada pela emissora SCC 10, afiliada do SBT no estado.
O catarinense, ex-integrante da Marinha do Brasil, atuava na Ucrânia de forma voluntária desde o início deste ano, com o objetivo de apoiar o país em conflito.
A causa da morte ainda não foi divulgada, e a família aguarda atualizações de autoridades internacionais. De acordo com Maycon Silveira, amigo da vítima, o corpo será cremado.
“Perdi um amigo, um homem de coragem e honra”, declarou ele ao SCC 10.
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