Nicolás Maduro e a fome na Venezuela Foto Montagem/Portal de Prefeitura/ Jovem Pan
O salário mínimo na Venezuela, atualmente fixado em 130 bolívares, equivale a aproximadamente R$ 3. O valor, congelado desde março de 2022, não acompanha a inflação nem a valorização do dólar, deixando milhões de venezuelanos à margem da sobrevivência mínima.
Segundo dados do Banco Central da Venezuela (BCV), o dólar americano iniciou novembro cotado a 223,96 bolívares e fechou o mês a 245,66 bolívares, uma valorização de 8,8% em apenas 30 dias. Desde o início de 2025, a moeda venezuelana perdeu 78,8% do valor em relação ao dólar, agravando ainda mais a incapacidade do salário mínimo de atender às necessidades básicas.
A forte desvalorização do bolívar transformou o salário mínimo em um valor quase simbólico. Mesmo com a moeda venezuelana se recuperando em algumas transações comerciais, o dólar é o principal indicador de preços, e o euro também vem sendo utilizado para precificar bens e serviços em diversas regiões do país.
Especialistas alertam que a valorização das moedas estrangeiras provoca inflação elevada, aumento nos preços de alimentos e produtos essenciais e perda total do poder de compra dos trabalhadores que recebem apenas em bolívares.
Maria López, moradora de Caracas, relata:
“Com o que ganho no mês, mal consigo comprar arroz e feijão. Para qualquer outra coisa, é preciso recorrer ao dólar.”
O cenário econômico na Venezuela é resultado de anos de instabilidade, má gestão e políticas que não acompanham a inflação real. O congelamento do salário mínimo, aliado à desvalorização contínua do bolívar, coloca a população mais vulnerável em risco de fome e pobreza extrema.
Segundo economistas locais, mesmo que o bolívar apresente pequenas recuperações pontuais, os venezuelanos continuarão a enfrentar uma grave crise de renda, com salários incapazes de cobrir nem mesmo despesas básicas de alimentação, transporte e moradia.
O caso venezuelano evidencia como a desvalorização da moeda e políticas salariais defasadas podem agravar a desigualdade social, enquanto milhões sobrevivem com quantias equivalentes a poucos reais por mês.
Diante do colapso do bolívar, muitos venezuelanos buscam alternativas para manter algum poder de compra, incluindo o uso de dólar e euro em transações informais, remessas enviadas do exterior e empregos ligados ao comércio internacional. Contudo, essas soluções atingem apenas uma parcela da população, e a maioria continua dependente do salário mínimo congelado.
A situação econômica extrema da Venezuela serve como alerta sobre os impactos diretos da desvalorização monetária, do congelamento salarial e da falta de políticas públicas eficazes sobre o bem-estar e a sobrevivência da população.
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