Nicolás Maduro. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Um agente da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, infiltrado no governo venezuelano, teria sido fundamental para localizar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The New York Times.
Segundo a publicação, a CIA utilizou drones camuflados para monitorar a localização do líder venezuelano. Um informante teria acompanhado os deslocamentos de Maduro dias antes da operação que resultou em sua captura.
De acordo com o The New York Times, a agência de inteligência mantinha, desde agosto, um grupo de agentes atuando de forma clandestina em território venezuelano.
Esses agentes eram responsáveis por coletar dados sobre a rotina e os deslocamentos do presidente, repassando informações estratégicas para a operação.
O jornal afirma ainda que não está claro como a CIA recrutou o informante dentro da Venezuela. No entanto, ex-funcionários da agência relataram que teria recebido uma recompensa de R$ 50 milhões em troca de informações que levassem à captura de Maduro.
A operação, segundo o New York Times, envolveu “meses de planejamento meticuloso”. Um funcionário do alto escalão do governo dos Estados Unidos afirmou ao jornal que a CIA tinha Maduro “grampeado” desde o início do planejamento da ação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a captura de Nicolás Maduro ocorreu em apenas 47 segundos. Segundo ele, a ação foi realizada mesmo diante da presença de forças de oposição e do risco de retaliação.
O presidente norte-americano ressaltou que, apesar da rapidez, a operação envolveu elevado grau de complexidade.
“Foram necessários 47 segundos, mas foi muito difícil. Ele chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la”, afirmou Trump ao comentar o momento da captura de Maduro.
Ainda segundo o republicano, ele acompanhou a ação de perto e as tropas enfrentaram resistência durante o avanço.
“Passamos pela oposição, por forças de retaliação. Havia muitos adversários”, declarou.
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