Governo Trump envia maior porta-aviões do mundo ao Caribe. Fotos: Flickr e Alyssa Joy/Marinha dos Estados Unidos
De acordo com fontes do Pentágono, os Estados Unidos têm reforçado o patrulhamento marítimo para interceptar embarcações suspeitas de transportar drogas da América do Sul.
Em apenas quinze dias, ao menos 65 pessoas morreram em 15 ataques a supostos navios de narcotráfico no Caribe e no Pacífico.
Entretanto, especialistas em direitos humanos alertam que as ações podem configurar execuções extrajudiciais, já que Washington não apresentou provas concretas de que as embarcações atingidas representavam risco real ou carregavam entorpecentes.
“A retórica da guerra às drogas tem sido usada repetidamente como justificativa para operações militares de caráter político”, avalia o analista internacional Michael Grant, ouvido pela agência AFP.
Em Caracas, o presidente Nicolás Maduro reagiu duramente às declarações de Trump.
Durante discurso transmitido pela TV estatal, ele acusou os EUA de “fabricar uma narrativa” para legitimar intervenções militares e controlar as reservas de petróleo venezuelanas, uma das maiores do mundo.
“O império norte-americano quer usar o discurso da guerra às drogas como pretexto para tomar o petróleo da Venezuela”, afirmou Maduro.
“Nosso país é soberano, e ninguém vai nos impor um governo fantoche.”
Maduro é alvo de acusações de narcotráfico pela Justiça dos EUA, que o aponta como integrante de uma rede internacional de tráfico operada por militares e políticos próximos ao Palácio de Miraflores.
Desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025, as relações entre os dois países voltaram a se deteriorar. O governo americano restabeleceu sanções econômicas e diplomáticas, enquanto Caracas intensificou alianças estratégicas com Rússia, China e Irã.
A tensão se soma à crescente militarização da região amazônica e do Caribe, áreas vistas como rotas para o escoamento de drogas e petróleo. Especialistas veem esse movimento como parte de uma nova disputa geopolítica no hemisfério sul, com impactos diretos sobre a estabilidade da América Latina.
“A Venezuela se tornou um tabuleiro estratégico entre potências. E Trump quer demonstrar força sem repetir erros do passado, como as intervenções no Oriente Médio”, explica a professora Laura Méndez, da Universidade de Georgetown.
Apesar das ameaças verbais, analistas avaliam que Trump busca pressionar Maduro politicamente, e não militarmente.
Nos bastidores, Washington aposta em sanções financeiras e isolamento diplomático como forma de enfraquecer o regime chavista, enquanto mantém presença militar simbólica para dissuadir avanços de aliados de Caracas.
Enquanto isso, a população venezuelana segue enfrentando inflação, escassez e migração recorde, com mais de 7 milhões de cidadãos vivendo fora do país, segundo dados da ONU.
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