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Trump ordena tarifa de 100% para filmes estrangeiros: "queremos filmes feitos na América novamente"

Segundo o republicano, o Departamento de Comércio e o Representante de Comércio dos EUA deram início imediato ao processo de implementação da tarifa.

Gabriel Alves

05 de maio de 2025 às 15:12   - Atualizado às 15:41

Trump e letreiro de Hollywood.

Trump e letreiro de Hollywood. Fotos: Reprodução e Flickr/Shinya Suzuki. Arte: Portal de Prefeitura

O presidente Donald Trump anunciou no domingo, 4 de maio, que autorizou a implementação de uma tarifa de 100% para filmes produzidos fora dos Estados Unidos; a medida tem efeito imediato. Ele classificou os incentivos para atração de cineastas americanos a outros países como uma "ameaça à segurança nacional".

A novidade foi divulgada através do perfil do republicano em sua rede social, a Truth Social. A decisão é válida tanto para filmes "completamente" estrangeiros quanto para filmes de produtoras americanas filmados em outros países.

"A indústria cinematográfica nos Estados Unidos está morrendo muito rapidamente. Outros países estão oferecendo todos os tipos de incentivos para atrair nossos cineastas e estúdios para fora dos Estados Unidos", declarou.

Para ele, Hollywood, cidade símbolo desse tipo de produção e que abriga diversos estúdios de filmagem, "está sendo devastada".

Trump chamou a atração de cineastas americanos a outros estúdios de gravação ao redor do mundo de "esforço coordenado", afirmando que "além de tudo, (é) uma questão de mensagem e propaganda!"

Segundo o republicano, o Departamento de Comércio e o Representante de Comércio dos Estados Unidos deram início imediato ao processo de implementação da tarifa.

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"Nós queremos filmes feitos na América novamente!", finalizou.

Representante de Trump no Brasil

O coordenador para Sanções do governo de Donald Trump, David Gamble, deve visitar o Brasil nesta segunda-feira, 5 de maio, para se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e parlamentares de direita.

A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que atualmente está nos Estados Unidos.

Segundo a CNN, o objetivo da visita é colher relatos sobre possíveis abusos de autoridade cometidos por integrantes do Judiciário brasileiro, com foco nas ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Ainda de acordo com a emissora, o governo norte-americano quer apurar se autoridades brasileiras vêm promovendo, sob a ótica de Washington, o cerceamento da liberdade de expressão, especialmente de jornalistas e políticos alinhados à direita.

Ainda de acordo com a CNN, em caso de comprovação, o governo dos Estados Unidos pode adotar sanções como a proibição de entrada no país e o bloqueio de movimentações financeiras em instituições com sede nos EUA, como operadoras de cartões de crédito.

Estadão Conteúdo

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