A sonda Europa Clipper, da NASA, enfrenta um possível risco de colisão com partículas do cometa. Créditos: Reprodução/Whisk
A sonda Europa Clipper, da NASA, enfrenta um possível risco de colisão com partículas do cometa interestelar 3I/Atlas entre 30 de outubro e 6 de novembro de 2025. Esse evento raro pode permitir à missão científica coletar amostras de um cometa proveniente de fora do Sistema Solar, algo inédito até hoje. Cientistas europeus identificaram essa possibilidade usando um software avançado para rastrear o movimento das partículas liberadas pelo cometa, o que despertou atenção global.
O cometa 3I/Atlas foi inicialmente detectado em julho de 2025 pelo telescópio ATLAS, no Chile, e tem intrigado especialistas por sua composição química incomum e por sua trajetória hiperbólica, comprovando sua origem interestelar. Entretanto, o seu comportamento errático, incluindo variações imprevisíveis de brilho e rota, motivou a NASA a ativar o protocolo de defesa planetária — um conjunto de medidas de monitoramento para avaliar riscos de objetos espaciais que possam representar uma ameaça.
Embora o 3I/Atlas não represente risco direto para a Terra, pois não se aproximará a menos de 270 milhões de quilômetros do planeta, a questão da interação com a sonda é motivo de preocupação. Cientistas europeus, por meio de um estudo recente publicado na plataforma arXiv, alertam que partículas do cometa podem atingir a sonda Europa Clipper, que está em trajetória para Júpiter, entre o final de outubro e início de novembro.
A missão Europa Clipper tem como objetivo estudar a lua Europa, de Júpiter, considerada uma das melhores candidatas para abrigar vida fora da Terra devido ao seu oceano subterrâneo. Capturar material da cauda do 3I/Atlas seria uma oportunidade sem precedentes para entender a composição química de objetos interestelares, enriquecendo o conhecimento sobre o universo além do nosso sistema solar.
Imagem da NASA do Cometa 3I/ATLAS. Foto: Divulgação / NASAA NASA, através do Minor Planet Center de Harvard e da Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN), mantém uma força-tarefa dedicada a analisar a trajetória e comportamento do cometa, compreendendo a dificuldade de prever com precisão a posição de cometas devido a fatores como a liberação contínua de gases e poeira, que influenciam na medição de suas órbitas.
Apesar da ativação do protocolo e do alerta científico, especialistas asseguram que a distância segura da Terra está garantida e que o impacto direto com a sonda, embora possível em termos de partículas, não representa um risco catastrófico. A sonda e seus sistemas estão sendo monitorados e ajustados para minimizar qualquer possibilidade de dano.
Este episódio marca também um momento importante para o aprimoramento das técnicas e tecnologias de monitoramento de ameaças espaciais. A combinação do uso do software Talicatcher, desenvolvido para rastrear partículas solares, com o aumento da cooperação internacional em programas como o IAWN, indica uma evolução na capacidade de resposta do setor aeroespacial frente a eventos astronômicos complexos.
Além disso, observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble permitiram estimar o diâmetro do núcleo do 3I/Atlas entre 320 metros e 5,6 quilômetros, ainda que a nuvem de gases e poeira dificultem medidas mais precisas. A ciência continua avançando na interpretação dos dados coletados para compreender melhor esses visitantes interestelares que desafiam o conhecimento atual.
Com o periélio (passagem mais próxima ao Sol) do cometa previsto para 30 de outubro de 2025, o corpo celeste seguirá sua trajetória de volta ao espaço interestelar, mantendo a humanidade atenta a esses fenômenos raros que oferecem oportunidades únicas de investigação.
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