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Satélites flagram ondas de até 35 metros no Pacífico e revelam fenômeno raro em mar aberto

Descoberta confirma relatos históricos de marinheiros e amplia o alerta para riscos à navegação global

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30 de dezembro de 2025 às 15:20   - Atualizado às 15:49

Mar do Pacifico com ondas gigantes

Mar do Pacifico com ondas gigantes Foto: Reprodução/IA

Ondas do tamanho de prédios de até dez andares estão sendo registradas em pleno Oceano Pacífico. Dados recentes obtidos por satélites mostram a formação de ondas gigantes com até 35 metros de altura, um fenômeno raro que, por décadas, foi tratado como exagero ou mito entre marinheiros. Agora, a ciência confirma: elas existem e podem ser monitoradas do espaço.

As medições foram feitas em áreas remotas do Pacífico Norte, longe de rotas costeiras e de sistemas tradicionais de observação, como boias oceânicas. O avanço tecnológico permitiu identificar eventos extremos que antes passavam despercebidos.

Como os satélites conseguem medir ondas tão altas

Os registros são feitos por altímetros de radar, sensores instalados em satélites que medem com extrema precisão a distância entre o equipamento e a superfície do mar. Pequenas variações nessa altura revelam a presença de ondas anormalmente grandes.

Esse tipo de monitoramento é essencial porque muitas dessas regiões não contam com observação humana direta. Em poucos segundos de sobrevoo, o satélite consegue detectar padrões que indicam a ocorrência de ondas extremas.

O que são as chamadas “ondas rebeldes”

As ondas registradas não são tsunamis. Elas são classificadas como ondas oceânicas extremas, também conhecidas como rogue waves. Diferentemente dos tsunamis, que são causados por terremotos ou deslizamentos submarinos, essas ondas surgem da combinação de ventos fortes, correntes marítimas e concentração de energia em pontos específicos do oceano.

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Em condições normais, mesmo grandes tempestades produzem ondas de até 15 metros. As ondas detectadas agora mais que dobram esse valor.

Há risco para quem está em terra?

Especialistas destacam que não há ameaça direta às populações costeiras. Essas ondas se formam em mar aberto e, na maioria dos casos, se dissipam antes de chegar ao litoral.

O principal impacto está na segurança marítima. Navios cargueiros, embarcações de grande porte e plataformas offshore podem ser surpreendidos por esses eventos extremos, que representam risco real de acidentes.

Por que essa descoberta é importante

A identificação dessas ondas por satélite muda a forma como o oceano é monitorado. Com mais dados, cientistas podem aprimorar modelos climáticos, previsões marítimas e rotas de navegação, reduzindo riscos para tripulações e operações no mar.

Além disso, a descoberta reforça relatos históricos de marinheiros que, por anos, afirmaram ter visto ondas “impossíveis”.

Comparação: ondas comuns x ondas extremas

Tipo de onda Altura média Onde ocorre Risco principal
Ondas comuns Até 5 m Costas e mar aberto Baixo
Ondas de tempestade Até 15 m Mar aberto Moderado
Ondas extremas (rogue waves) Até 35 m Mar aberto remoto Alto para navegação
Tsunami Pode ultrapassar 30 m na costa Próximo ao litoral Alto para áreas costeiras

Um oceano ainda cheio de mistérios

Mesmo com séculos de navegação, o oceano segue guardando segredos. A confirmação das ondas gigantes mostra que o mar ainda desafia o conhecimento humano e que a tecnologia espacial será cada vez mais decisiva para compreender e conviver com seus extremos.

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