Mar do Pacifico com ondas gigantes Foto: Reprodução/IA
Ondas do tamanho de prédios de até dez andares estão sendo registradas em pleno Oceano Pacífico. Dados recentes obtidos por satélites mostram a formação de ondas gigantes com até 35 metros de altura, um fenômeno raro que, por décadas, foi tratado como exagero ou mito entre marinheiros. Agora, a ciência confirma: elas existem e podem ser monitoradas do espaço.
As medições foram feitas em áreas remotas do Pacífico Norte, longe de rotas costeiras e de sistemas tradicionais de observação, como boias oceânicas. O avanço tecnológico permitiu identificar eventos extremos que antes passavam despercebidos.
Os registros são feitos por altímetros de radar, sensores instalados em satélites que medem com extrema precisão a distância entre o equipamento e a superfície do mar. Pequenas variações nessa altura revelam a presença de ondas anormalmente grandes.
Esse tipo de monitoramento é essencial porque muitas dessas regiões não contam com observação humana direta. Em poucos segundos de sobrevoo, o satélite consegue detectar padrões que indicam a ocorrência de ondas extremas.
As ondas registradas não são tsunamis. Elas são classificadas como ondas oceânicas extremas, também conhecidas como rogue waves. Diferentemente dos tsunamis, que são causados por terremotos ou deslizamentos submarinos, essas ondas surgem da combinação de ventos fortes, correntes marítimas e concentração de energia em pontos específicos do oceano.
Em condições normais, mesmo grandes tempestades produzem ondas de até 15 metros. As ondas detectadas agora mais que dobram esse valor.
Especialistas destacam que não há ameaça direta às populações costeiras. Essas ondas se formam em mar aberto e, na maioria dos casos, se dissipam antes de chegar ao litoral.
O principal impacto está na segurança marítima. Navios cargueiros, embarcações de grande porte e plataformas offshore podem ser surpreendidos por esses eventos extremos, que representam risco real de acidentes.
A identificação dessas ondas por satélite muda a forma como o oceano é monitorado. Com mais dados, cientistas podem aprimorar modelos climáticos, previsões marítimas e rotas de navegação, reduzindo riscos para tripulações e operações no mar.
Além disso, a descoberta reforça relatos históricos de marinheiros que, por anos, afirmaram ter visto ondas “impossíveis”.
| Tipo de onda | Altura média | Onde ocorre | Risco principal |
|---|---|---|---|
| Ondas comuns | Até 5 m | Costas e mar aberto | Baixo |
| Ondas de tempestade | Até 15 m | Mar aberto | Moderado |
| Ondas extremas (rogue waves) | Até 35 m | Mar aberto remoto | Alto para navegação |
| Tsunami | Pode ultrapassar 30 m na costa | Próximo ao litoral | Alto para áreas costeiras |
Mesmo com séculos de navegação, o oceano segue guardando segredos. A confirmação das ondas gigantes mostra que o mar ainda desafia o conhecimento humano e que a tecnologia espacial será cada vez mais decisiva para compreender e conviver com seus extremos.
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