Relógio do Juízo final marca 89 segundos para meia-noite em 2025 Bulletin of Atomic Scientists
O Relógio do Juízo Final voltou a emitir um dos alertas mais severos de sua história ao ser ajustado ao longo de 2025 para 89 segundos antes da meia-noite, o ponto simbólico que representa uma catástrofe global causada pela ação humana. É a posição mais próxima do chamado “fim do mundo” desde que o relógio foi criado, em 1947.
A atualização reflete uma avaliação ampla do cenário internacional feita por cientistas do Bulletin of the Atomic Scientists, que apontam um conjunto de ameaças simultâneas e interligadas. Entre elas estão a escalada de tensões nucleares, o avanço pouco regulado da inteligência artificial com uso militar e o agravamento contínuo das mudanças climáticas.
O Relógio do Juízo Final não mede o tempo cronológico. Ele é um símbolo criado no pós-guerra por cientistas preocupados com os rumos da humanidade diante do poder destrutivo das novas tecnologias. Quanto mais próximo da meia-noite, maior o risco de um colapso global.
Segundo o conselho científico responsável pela atualização em 2025, o ajuste para 89 segundos é um aviso direto às lideranças políticas e econômicas do planeta, indicando que os mecanismos atuais de contenção de riscos estão falhando.
O risco nuclear voltou a ocupar papel central na avaliação. Conflitos armados prolongados, especialmente no leste europeu e no Oriente Médio, elevaram o nível de instabilidade internacional. O uso recorrente de retórica nuclear, aliado ao enfraquecimento de tratados de controle de armas, aumenta a chance de erros de cálculo ou decisões precipitadas.
Especialistas alertam que, em um ambiente de tensão constante, a possibilidade de um conflito escalar rapidamente para um cenário nuclear não pode ser descartada.
Outro fator decisivo foi o avanço acelerado da inteligência artificial. Em 2025, sistemas baseados em IA já estão sendo testados e utilizados em operações militares, o que levanta preocupações éticas e estratégicas. O temor é que decisões críticas passem a ser delegadas a algoritmos, reduzindo o controle humano.
Além disso, a IA tem potencializado a desinformação, dificultando o debate público e minando a confiança em instituições democráticas.
Mesmo com avanços em energia limpa, os cientistas avaliam que o mundo ainda está longe de conter os impactos mais graves da crise climática. O aumento das temperaturas médias globais, eventos extremos e crises ambientais reforçam que a mudança climática continua sendo uma ameaça estrutural à estabilidade global.
O ajuste do Relógio do Juízo Final em 2025 não aponta um destino inevitável, mas deixa claro que o mundo opera em um nível crítico de risco. Para os cientistas, ainda há tempo para reverter esse cenário, mas apenas com cooperação internacional, decisões baseadas em ciência e responsabilidade política.
A mensagem é direta: a humanidade nunca esteve tão perto da meia-noite simbólica. E ignorar esse alerta pode ter consequências irreversíveis.
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