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Regimes comunistas foram responsáveis por cerca de 100 milhões de mortes no século 20

Países como União Soviética, China e Camboja promoveram políticas que resultaram em fome, perseguições e execuções em massa.

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29 de outubro de 2025 às 12:56   - Atualizado às 13:09

Lideranças Comunistas: Fidel Castro, Vladimir Lênin, Kim Il-Sung, Josef Stálin e Mao Tsé-Tung

Lideranças Comunistas: Fidel Castro, Vladimir Lênin, Kim Il-Sung, Josef Stálin e Mao Tsé-Tung Foto: Divulgação / Imagem gerada por IA

Durante o século 20, o mundo testemunhou o surgimento e a consolidação de regimes comunistas em diferentes regiões. O que começou como uma promessa de igualdade e justiça social acabou se transformando, em muitos casos, em um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade. De acordo com estimativas de historiadores e relatórios internacionais, esses regimes comunistas foram responsáveis por cerca de 100 milhões de mortes, resultado de perseguições políticas, execuções, trabalhos forçados e fome em larga escala.

Entre os exemplos mais conhecidos estão a União Soviética, a China de Mao Tsé-Tung e o Camboja do Khmer Vermelho, regimes que marcaram o século passado com repressão e controle absoluto do Estado sobre a vida das pessoas. A promessa de um “paraíso igualitário” foi substituída por ditaduras que eliminaram opositores e restringiram a liberdade religiosa, política e econômica.

Na União Soviética, o regime comunista de Josef Stálin foi um dos mais letais. Milhões de camponeses morreram de fome durante a coletivização forçada, especialmente na Ucrânia episódio conhecido como Holodomor. Além disso, o sistema de campos de trabalho forçado, os gulags, prendeu e matou milhões de pessoas acusadas de “traição ao Estado”.

Na China, o “Grande Salto Adiante” (1958–1962), conduzido por Mao Tsé-Tung, provocou uma das maiores tragédias humanas da história. A política agrícola centralizada levou à fome e à morte de mais de 40 milhões de pessoas. Anos depois, a Revolução Cultural aprofundou a perseguição a religiosos, intelectuais e opositores, consolidando o controle total do Partido Comunista sobre a população.

O caso mais extremo ocorreu no Camboja, sob o comando de Pol Pot e o Khmer Vermelho. Entre 1975 e 1979, o regime exterminou cerca de 2 milhões de pessoas, um quarto da população do país, em nome de uma “utopia agrária”. O simples fato de usar óculos ou falar outro idioma era motivo de execução.

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Na Coreia do Norte, o regime comunista instaurado em 1948 mantém até hoje um sistema de repressão política severa, com campos de prisioneiros e restrição total de liberdade. Estima-se que milhares de pessoas ainda morram anualmente em consequência da fome e da perseguição.

O Livro Negro do Comunismo, publicado em 1997 por um grupo de historiadores franceses liderados por Stéphane Courtois, é uma das principais referências sobre o tema. A obra estima que os regimes comunistas causaram cerca de 100 milhões de mortes no século 20 número que engloba execuções, fomes forçadas e mortes em prisões.

Mais de três décadas após o fim da Guerra Fria, os dados e testemunhos continuam a revelar o alto custo humano desses governos. O que era apresentado como um projeto de libertação acabou se tornando, em muitos países, um regime de opressão, medo e destruição.

Líderes comunistas que mais mataram no século 20

1. Mao Tsé-Tung (China) — entre 45 e 70 milhões de mortes

  • Período: 1949–1976
  • Principais causas:
  • Grande Salto Adiante (1958–1962), que levou à pior fome da história moderna;
  • Revolução Cultural (1966–1976), marcada por perseguições, execuções e prisões em massa.
  • Resumo: O regime de Mao transformou a China em um Estado de controle total, onde a simples crítica ao governo poderia resultar em prisão ou morte. A fome e as políticas desastrosas de coletivização agrícola mataram dezenas de milhões.

2. Josef Stálin (União Soviética) — entre 20 e 30 milhões de mortes

  • Período: 1924–1953
  • Principais causas:
  • Fome induzida na Ucrânia (Holodomor);
  • Execuções políticas e expurgos do Partido Comunista;
  • Mortes em campos de trabalhos forçados (gulags).
  • Resumo: O regime de Stálin consolidou uma ditadura brutal. O medo e a vigilância eram constantes, e qualquer suspeita de “traição ao Estado” podia levar à morte.

3. Pol Pot (Camboja) — cerca de 2 milhões de mortes

  • Período: 1975–1979
  • Principais causas:
  • Execuções em massa;
  • Fome e trabalhos forçados em campos rurais;
  • “Limpeza social” e perseguição de minorias.
  • Resumo: O líder do Khmer Vermelho tentou criar uma sociedade agrária comunista pura. Resultado: um dos piores genocídios do século 20, com um quarto da população do Camboja exterminada.

4. Kim Il-Sung (Coreia do Norte) — entre 1,5 e 3 milhões de mortes

  • Período: 1948–1994
  • Principais causas:
  • Fome generalizada;
  • Execuções políticas e repressão;
  • Campos de prisioneiros (kwan-li-so).
  • Resumo: Fundador do regime norte-coreano, Kim criou uma dinastia totalitária que ainda hoje mantém o país isolado e submetido à fome e ao medo.

5. Vladimir Lênin (União Soviética) — entre 100 mil e 1 milhão de mortes

  • Período: 1917–1924
  • Principais causas:
  • Guerra Civil Russa;
  • Repressão política e assassinato de opositores;
  • Criação da Cheka (polícia secreta).
  • Resumo: Lênin implantou o primeiro regime comunista moderno. Seus métodos violentos de repressão abriram caminho para a máquina de terror que Stálin aperfeiçoaria depois.

6. Fidel Castro (Cuba) — entre 10 mil e 100 mil mortes (estimativa)

  • Período: 1959–2008
  • Principais causas:
  • Prisões e execuções de opositores;
  • Mortes em fuga do país;
  • Repressão a dissidentes políticos e religiosos.
  • Resumo: Embora o número de mortes seja menor em comparação a outros regimes, o governo cubano manteve décadas de censura, prisões arbitrárias e controle absoluto sobre a população.

7. Mengistu Haile Mariam (Etiópia) — entre 500 mil e 1,5 milhão de mortes

  • Período: 1977–1991
  • Principais causas:
  • “Terror Vermelho” contra opositores;
  • Fome provocada por políticas agrícolas desastrosas.
  • Resumo: Inspirado por ideais marxistas-leninistas, Mengistu aplicou políticas repressivas que devastaram a Etiópia e causaram uma das piores crises humanitárias da África.

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