Jose Jeri. (Foto: Presidência do Peru/Flickr)
O Congresso do Peru destituiu nesta terça-feira (17) o presidente Jose Jeri, apenas quatro meses após ele assumir o cargo. A decisão aprofunda a instabilidade política no país andino.
Jeri foi alvo de um escândalo envolvendo reuniões não divulgadas com um empresário chinês, o que contribuiu para sua remoção.
Ao todo, 75 parlamentares votaram a favor da destituição, 24 contra e três se abstiveram. Ele se torna o terceiro presidente consecutivo do Peru a ser retirado do cargo.
Segundo a Reuters, o Peru teve oito presidentes nos últimos oito anos, reflexo de sucessivas crises políticas. Com a destituição, os legisladores devem eleger um novo presidente do Congresso, que também assumirá interinamente a Presidência da República. Eleições gerais estão marcadas para 12 de abril.
O episódio que levou à queda de Jeri ficou conhecido como “Chifagate”, em referência a um termo local associado a restaurantes chineses.
O escândalo teve início em janeiro, quando o então presidente foi filmado chegando tarde da noite, usando capuz, a um restaurante para se encontrar com o empresário chinês Zhihua Yang, dono de lojas e de uma concessão ligada a um projeto de energia. O encontro não foi comunicado oficialmente.
Jeri havia assumido a Presidência em outubro, após o Congresso votar unanimemente pela destituição de sua antecessora, Dina Boluarte, que perdeu apoio de partidos de direita em meio a denúncias de corrupção e ao aumento da criminalidade. Sem vice-presidente, Jeri, então presidente do Congresso, era o próximo na linha de sucessão.
A condição interina foi utilizada para viabilizar sua remoção. Diferentemente de um impeachment, que exige 87 votos em um Parlamento de 130 membros, o Congresso optou pela censura, mecanismo que retira o cargo de presidente do Legislativo com maioria simples e, consequentemente, a chefia do Executivo.
Após a votação, Jeri afirmou que respeitaria a decisão dos parlamentares.
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