Donald Trump (2) Foto: Divulgação /White House
Uma reportagem exclusiva do jornal britânico Financial Times, publicada neste sábado (19), revela uma mudança estratégica no plano de atuação dos Estados Unidos na Venezuela. O que inicialmente era uma missão focada no combate ao tráfico de drogas passou a se configurar como um plano de Trump para derrubar Maduro, com uso intensivo do poderio militar e uma guerra tática para forçar a saída do ditador venezuelano.
Segundo fontes da oposição venezuelana e especialistas ouvidos pelo Financial Times, o governo do ex-presidente Donald Trump mudou o eixo de sua missão no Caribe, deslocando navios de guerra, caças B-52, helicópteros Black Hawk e tropas especiais para a região. Essa movimentação representa a maior operação militar dos EUA na costa venezuelana em mais de três décadas. Oficialmente, as ações começaram como uma ofensiva para interceptar embarcações suspeitas de tráfico, mas evoluíram para uma pressão direta contra o regime chavista, com o objetivo de forçar renúncias na cúpula do governo de Maduro e abrir caminho para sua captura.
O plano de Trump para derrubar Maduro tem um objetivo claro e sem rodeios: capturar o presidente venezuelano “de qualquer maneira”, segundo declarações de Vanessa Neumann, empresária e ex-representante da oposição com conexões nos altos escalões de segurança dos EUA. O Financial Times apurou que Trump prefere não discutir a oposição venezuelana abertamente, focando em resultados práticos e táticos, com a operação em constante adaptação conforme as oportunidades surgem.
Em resposta à crescente pressão, Maduro tem reforçado a retórica nacionalista e promovido exercícios militares em todo o território venezuelano. Ainda assim, fontes internas relatam um ambiente de paranoia, com trocas constantes de aparelhos celulares, rotas de deslocamento alteradas e vigilância intensificada entre membros do governo e das Forças Armadas, que enfrentam dificuldades logísticas e operacionais graves.
Além das Forças Armadas convencionais, Maduro conta com o apoio de cerca de um milhão de milicianos armados, que estariam preparados para enfrentar uma possível intervenção externa. Porém, analistas da oposição afirmam que parte da cúpula governista já considera negociar a saída do líder chavista para evitar um colapso.
A reportagem também destaca a figura de María Corina Machado, líder conservadora da oposição e recente laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Ela é apontada como possível líder de uma transição política caso o plano de Trump para derrubar Maduro seja bem-sucedido.
Apesar da força da operação americana, especialistas alertam para o risco de uma guerra civil ou de um cenário à la Líbia ou Iraque, caso não haja um plano claro de transição para a Venezuela. Por enquanto, o tempo é um fator crítico para os Estados Unidos, que precisam manter a prontidão das tropas em uma região vulnerável à temporada de furacões, o que eleva custos e riscos logísticos.
O plano de Trump para derrubar Maduro mostra um novo capítulo da disputa geopolítica na América Latina, com os Estados Unidos apostando alto no uso do poder militar e tático para influenciar diretamente os rumos da Venezuela.
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