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Palestinos seguram cartaz escrito "chega de guerra" em manifestação contra o Hamas; veja vídeo

A recente escalada do conflito, após o fim de uma trégua de dois meses em março, resultou em mais mortes, incluindo mulheres e crianças.

27 de março de 2025 às 13:10   - Atualizado às 13:10

Protesto de palestinos em Gaza contra o Hamas.

Protesto de palestinos em Gaza contra o Hamas. Foto: Reprodução

Palestinos protestaram no norte de Gaza, exigindo o fim da guerra e chamando o Hamas de "terrorista" e "Fora Hamas", em uma rara manifestação pública contra o grupo. (Veja vídeo abaixo);

O protesto ocorreu na região de Beit Lahiya, em Gaza, na última terça-feira, 25 de março, e foi amplamente compartilhado nas redes sociais. Em meio à destruição generalizada, manifestantes seguraram faixas com mensagens como "Chega de guerras" e "Não queremos guerra".

O norte da Faixa de Gaza, uma das áreas mais devastadas, viu grande parte de seus edifícios destruídos, forçando a população a se deslocar várias vezes. A recente escalada do conflito, após o fim de uma trégua de dois meses em março, resultou em mais mortes, incluindo mulheres e crianças.

O Hamas, que controla Gaza desde 2007, tem pouco espaço para oposição, e expressar críticas ao grupo é perigoso, com muitos palestinos temendo retaliações.

De acordo com o G1, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou na quarta-feira (26) suas ameaças contra o Hamas. Em discurso no Parlamento, Netanyahu afirmou que Israel tomará territórios na Faixa de Gaza caso o grupo não liberte os reféns ainda em sua posse.

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"Quanto mais o Hamas continuar se recusando a libertar nossos reféns, mais poderosa será a repressão que exerceremos", disse Netanyahu, sendo interrompido por gritos de membros da oposição.

Em resposta, o Hamas emitiu um comunicado no mesmo dia, alertando que os bombardeios israelenses, retomados há nove dias, estão colocando a vida dos reféns em risco.

"O Hamas está fazendo todo o possível para manter com vida os prisioneiros, mas que os bombardeios aleatórios estão colocando suas vidas em perigo. Toda vez que a ocupação tenta recuperar seus reféns à força, acaba trazendo-os de volta em caixões", afirmou o grupo.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Reféns libertados em fevereiro

O grupo terrorista Hamas libertou no dia 8 de fevereiro, três reféns na Faixa de Gaza. Os civis foram soltos em troca de 183 prisioneiros palestinos detidos por Israel, como parte de um cessar-fogo que suspendeu temporariamente a guerra no território.

Inicialmente, os reféns foram levados a um palco, onde um combatente do Hamas mascarado segurava um microfone enquanto cada um deles fazia uma declaração diante do público. Nas liberações anteriores, os reféns não foram forçados a falar.

Depois, Israel confirmou que suas forças receberam os três reféns israelenses. Eles serão levados para tratamento médico e se reunirão com seus parentes após 16 meses em cativeiro.

A proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de transferir a população palestina para fora de Gaza - apoiada por Israel, mas fortemente rejeitada pelos palestinos e pela maior parte da comunidade internacional - não parece ter impactado a atual fase da trégua, que deve durar até o início de março.

No entanto, essa proposta pode complicar as negociações para a segunda e mais difícil fase, quando o Hamas deverá libertar dezenas de outros reféns em troca de um cessar-fogo duradouro.

O grupo pode relutar em liberar mais cativos - sua principal moeda de troca - se acreditar que EUA e Israel estão determinados a esvaziar Gaza, o que, segundo grupos de direitos humanos, violaria o direito internacional.

Estadão Conteúdo

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