Não há vacina ou tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto. Diretor da organização convocará comitê de emergência para debate sobre o caso
Ala de hospital durante atendimento médico. Foto: Reprodução
A Organização Mundial da Saúde (OMS), decretou no domingo, 17 de maio, uma emergência de saúde pública de importância internacional para enfrentar a epidemia de ebola, que provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa que nos últimos 50 anos, o vírus provocou mais de 15 mil mortes na África.
O diretor-geral da OMS, se declarou "profundamente preocupado com a escala e velocidade" da epidemia de ebola que afeta a República Democrática do Congo. Não há vacina ou tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto.
''Convocaremos hoje o comitê de emergências para que nos aconselhe sobre recomendações temporárias", declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, no segundo dia da assembleia anual dos Estados-membros da OMS.
Não tomei essa decisão levianamente... Estou profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia", afirmou Adhanom Ghebreyesus sobre a declaração de emergência.
A atual epidemia na República Democrática do Congo teria provocado 131 óbitos e 513 casos suspeitos até o momento, afirmou nesta terça-feira (19) o ministro congolês da Saúde, Samuel Roger Kamba.
"Registramos 131 casos de mortes e temos 513 casos suspeitos", declarou o ministro à televisão nacional.
"Todas as mortes que informamos são aquelas que detectamos na comunidade, sem dizer necessariamente que estejam vinculadas ao ebola", explicou.
Até o momento, poucas amostras foram analisadas em laboratório e os balanços são baseados principalmente em casos suspeitos. O balanço anterior do ministro congolês da Saúde mencionava 91 óbitos e 350 casos suspeitos.
A situação levou a agência de saúde da União Africana (África CDC) a declarar uma "emergência de saúde pública" continental. Segundo a agência, a declaração permitirá "reforçar a coordenação regional, facilitar a mobilização rápida de recursos financeiros e técnicos (e) consolidar os sistemas de vigilância e de laboratório".
O epicentro da epidemia é Ituri, uma província do nordeste da RDC, na fronteira com Uganda e o Sudão do Sul. A região, rica em ouro, tem deslocamentos intensos da população devido à atividade de mineração. As informações são da AFP.
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