EUA e China disputam a hegemonia lunar visando exploração. Imagem gerado por IA
Quando Neil Armstrong deu seu famoso “pequeno passo para o homem”, em 1969, o objetivo era a glória e a demonstração de superioridade tecnológica entre EUA e União Soviética. Hoje, quase seis décadas depois, a disputa pela Lua assumiu um caráter estratégico bem diferente: controlar recursos naturais que podem impactar o desenvolvimento tecnológico, econômico e militar. A nova corrida não é pela bandeira, mas pelo poder.
A NASA anunciou planos para enviar astronautas americanos em uma missão lunar já em agosto de 2027, atrasada em relação à data inicial de 2024. A nave Starship da SpaceX, essencial para essa missão, enfrenta atrasos técnicos e testes complexos que adiaram os planos do governo americano. Apesar dos desafios, a meta é clara: manter a liderança e impedir que a China alcance a Lua primeiro.
Enquanto os EUA lidam com retrocessos técnicos, a China avança de forma consistente. Em 2025, a estatal chinesa CASC testou com sucesso o módulo lunar Lanyue e lançou o foguete pesado CZ-10, preparando a base para uma missão tripulada em 2030. A China deseja estabelecer uma base lunar operacional, que permitirá o acesso a recursos naturais e fortalecerá sua posição na geopolítica espacial.
A Lua abriga água congelada nas crateras polares, fundamental para sustentar futuras bases e produzir combustível para missões a Marte e além. O hélio-3, isótopo raro e eficiente para energia de fusão, também é abundante, oferecendo uma fonte potencialmente limpa e poderosa para o futuro energético da humanidade.
Além da água e do hélio-3, a superfície lunar é rica em ferro, titânio, alumínio e silício, essencial para construção e fabricação de painéis solares. A energia solar é abundante nos polos lunares, proporcionando alimentação constante para futuras instalações, sobretudo durante as longas noites lunares.
Para especialistas, controlar a Lua significa estabelecer o domínio sobre uma nova fronteira energética e tecnológica. O senador americano John Cornyn declarou que “quem dominar a última fronteira dominará o futuro”. A capacidade de criar zonas exclusivas na Lua por deveria ser uma luta prioritária para ambas as nações.
Com as longas noites na Lua, a instalação de um reator de fissão nuclear até 2030 é vista como um passo fundamental para garantir a sobrevivência e autonomia das bases. Essa tecnologia é crítica para manter operações ininterruptas e pode ser o diferencial estratégico entre os países.
Caso a China estabeleça sua base lunar antes dos EUA, isso poderá representar uma mudança dramática no equilíbrio global. Ela estabelecerá padrões técnicos, protocolos de comunicação e exercerá influência decisiva na exploração espacial.
Os EUA contam com uma indústria espacial privada mais avançada, enquanto a China aposta na estabilidade política e planejamento de longo prazo para garantir sua supremacia. Essa diferença pode definir quem chegará à Lua primeiro na nova era espacial.
Mais do que o interesse científico, essa disputa tem por trás interesses econômicos, militares e geopolíticos. O domínio dos recursos lunares moldará não só o futuro da exploração espacial, mas também a política e o poder na Terra, tornando essa corrida uma das mais decisivas da história recente.
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