Fenômeno raro observado pela NASA no cometa 3I/ATLAS intriga cientistas e reacende especulações sobre possível origem não natural do objeto interestelar.
Mistério do cometa 3I/ATLAS Foto: Divulgação /Imagem gerada por IA
O mistério do cometa 3I/ATLAS ganhou um novo capítulo e colocou a NASA no centro de uma das investigações espaciais mais intrigantes dos últimos tempos. O visitante interestelar, que cruzou a fronteira do Sistema Solar no início de 2025, surpreendeu astrônomos ao inverter repentinamente o sentido da sua cauda um comportamento completamente atípico para um cometa comum.
De acordo com a equipe da NASA, o 3I/ATLAS apresentou uma “anticauda”, ou seja, uma corrente de poeira e partículas que, ao contrário do esperado, se projetava em direção ao Sol. Esse fenômeno inusitado despertou a atenção de cientistas em todo o mundo. Meses depois, observações mais recentes mostraram que a cauda mudou novamente de direção e agora aponta para o lado oposto, como acontece normalmente nos cometas convencionais.
Essa mudança inesperada trouxe novas perguntas e reforçou o interesse da NASA em compreender o comportamento do 3I/ATLAS. Os pesquisadores acreditam que a transformação esteja relacionada à forma como diferentes tipos de gelo em sua superfície reagem à radiação solar. Quando mais distante do Sol, o cometa libera jatos de dióxido de carbono que podem criar a aparência da anticauda; à medida que se aproxima, o aquecimento faz o gelo de água sublimar, gerando o fluxo clássico de partículas que se estende para longe da estrela.
Mesmo com explicações naturais plausíveis, o comportamento do 3I/ATLAS continua despertando teorias ousadas. Alguns especialistas, como o astrofísico Avi Loeb, sugerem que o padrão de impulso e desaceleração do objeto poderia, em tese, se assemelhar a uma manobra controlada hipótese que o próprio cientista considera especulativa, mas digna de investigação mais profunda.
A NASA, porém, mantém uma postura cautelosa e baseada em evidências. Para a agência, o 3I/ATLAS é um cometa interestelar genuíno, formado por materiais de gelo e poeira semelhantes aos encontrados em outros corpos celestes, mas originário de fora do nosso sistema solar. Segundo os cálculos atuais, o cometa não representa risco para a Terra e deverá fazer sua máxima aproximação ao Sol no fim de outubro, antes de seguir viagem de volta ao espaço interestelar.
O 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar já identificado, depois de ‘Oumuamua, em 2017, e 2I/Borisov, em 2019. Mas, diferentemente dos anteriores, ele tem se mostrado especialmente ativo, com variações de brilho e cor que desafiam as classificações conhecidas. A NASA continua acompanhando o fenômeno por meio de telescópios espaciais e observatórios terrestres, reunindo dados que podem ajudar a decifrar como esses corpos se formam e viajam entre as estrelas.
Para os cientistas, cada novo visitante interestelar é uma oportunidade única de entender mais sobre a origem e a composição dos sistemas planetários além do nosso. Já para o público curioso, a reviravolta na cauda do 3I/ATLAS alimenta o fascínio e o mistério que sempre cercaram o espaço profundo e mantém a NASA como a principal guardiã das respostas que o cosmos ainda esconde.
20:37, 12 Fev
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