Erupção solar detectada pela Nasa. (Foto: Divulgação/ Nasa
Cientistas da NASA anunciaram a identificação de um sistema planetário com uma configuração considerada improvável pelos modelos tradicionais da astronomia. O sistema, chamado LHS 1903, está localizado a cerca de 116 anos-luz da Terra.
A descoberta foi feita inicialmente pelo satélite Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), lançado em 2018 para localizar exoplanetas por meio do método de trânsito quando um planeta passa diante de sua estrela e provoca pequenas variações de brilho.
Posteriormente, o sistema foi analisado com maior precisão por telescópios europeus e observatórios terrestres.
O LHS 1903 possui quatro planetas orbitando uma anã vermelha — o tipo mais comum de estrela do Universo. O que chama atenção é a ordem dos corpos celestes:
Essa disposição contraria o modelo clássico de formação planetária, no qual planetas rochosos se formam nas regiões mais internas do sistema, enquanto gigantes gasosos ocupam áreas mais distantes como ocorre no Sistema Solar, onde Mercúrio, Vênus, Terra e Marte ficam próximos do Sol, e Júpiter e Saturno estão mais afastados.
Segundo o modelo tradicional, os sistemas se formam a partir de um disco de gás e poeira ao redor de uma estrela jovem. Nas regiões internas, as temperaturas elevadas impedem a condensação de substâncias voláteis, favorecendo a formação de planetas rochosos.
Já nas regiões externas, onde o frio permite que água e outros compostos congelem, núcleos planetários crescem rapidamente e acumulam hidrogênio e hélio, originando gigantes gasosos.
No entanto, o planeta mais externo do LHS 1903 chamado LHS 1903 e possui cerca de 1,7 vezes o raio da Terra e é classificado como “Super-Terra”, ou seja, um planeta rochoso maior que o nosso.
De acordo com a teoria vigente, um planeta com essas características não deveria ter se formado naquela região, especialmente após dois gigantes gasosos.
O principal autor da pesquisa, Thomas Wilson, da Universidade de Warwick, destacou a singularidade da descoberta em estudo publicado na revista Science.
“O paradigma da formação de planetas é que temos planetas rochosos internos muito próximos das estrelas, como em nosso Sistema Solar. Esta é a primeira vez que temos um planeta rochoso tão distante de sua estrela hospedeira, depois desses planetas ricos em gás”, afirmou o pesquisador.
A descoberta pode indicar que processos de migração planetária quando planetas mudam de posição ao longo do tempo sejam mais comuns do que se pensava, ou que os modelos atuais precisem ser revisados.
Para os astrônomos, o LHS 1903 representa mais uma evidência de que o Universo é mais diverso e complexo do que os padrões observados em nosso próprio Sistema Solar sugeriam.
Novas observações deverão aprofundar o estudo e ajudar a entender se esse sistema é uma exceção rara ou parte de uma classe ainda pouco conhecida de sistemas planetários.
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