Maria Corina Machado entrega Nobel da Paz para Donald Trump. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou ter entregue sua medalha do prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por considerar que “ele a merece”.
Em entrevista à Fox News, exibida nesta sexta-feira (16), Machado relatou a entrega do prêmio e descreveu o momento.
“Foi um momento muito emocionante. Decidi entregar a medalha do prêmio Nobel da Paz em nome do povo da Venezuela”, disse.
Segundo a líder oposicionista, a decisão foi inspirada em um episódio histórico ocorrido há cerca de 200 anos, quando o Marquês de Lafayette presenteou Simón Bolívar, considerado o “pai” da independência venezuelana, com uma medalha que trazia a imagem de George Washington, “em homenagem à luta de Bolívar pela liberdade no continente”.
Machado explicou que, “como forma de retribuição”, dois séculos depois, “o povo de Bolívar” decidiu entregar a Trump a medalha do prêmio Nobel da Paz “por seu trabalho na libertação da Venezuela e pela liberdade no continente americano”.
O Instituto Nobel da Noruega, por sua vez, ressaltou que o prêmio Nobel da Paz permanece indissociavelmente ligado à pessoa ou organização oficialmente designada como laureada.
Donald Trump recebeu María Corina Machado na Casa Branca na quinta-feira (15). Crítica do regime de Nicolás Maduro e vencedora do prêmio Nobel da Paz no ano passado por sua campanha em defesa da democracia, a líder da oposição venezuelana recebeu presentes do presidente norte-americano, mas não houve anúncio de promessas de apoio.
O Comitê Norueguês do Nobel, que organiza o prêmio, concedeu o prêmio a Machado "por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia".
A líder da oposição da Venezuela foi elogiada por ser uma "figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida - uma oposição que encontrou um ponto comum na demanda por eleições livres e governo representativo", disse Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê norueguês do Nobel.
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