Ao todo, 25 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas durante o período eleitoral, com milhares detidas por exercerem seu direito à liberdade de expressão, segundo o relatório.
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Reprodução/Instagram
A Missão Internacional Independente das Nações Unidas na Venezuela relatou nesta terça-feira, 15 de outubro, que existem razões suficientes para crer que o regime de Nicolás Maduro cometeu "crimes contra a humanidade" antes, durante e após as eleições presidenciais de 28 de julho, marcadas pela perseguição de opositores e repressão de protestos.
No relatório de 158 páginas, que cobre de 1º de setembro de 2023 a 31 de agosto de 2024, a missão denuncia que forças de segurança e grupos civis armados aliados ao governo praticaram assassinatos, desaparecimentos forçados, tortura e violência sexual e de gênero.
O relatório indica que as forças de segurança estiveram "intensamente envolvidas" em violações dos direitos humanos, incluindo detenções arbitrárias, uso excessivo da força em protestos e tratamento cruel e degradante, com responsabilidade atribuída aos serviços de inteligência civil (Sebin) e militar (DGCIM), além da Guarda Nacional Bolivariana e da Polícia Nacional.
O documento também menciona que "declarações de altos funcionários do Estado, especialmente após 28 de julho, incitaram à repressão e ajudaram a criar um ambiente de hostilidade e violência".
O relatório destaca ainda o papel do Conselho Nacional Eleitoral, que "não atendeu aos padrões básicos de transparência e integridade", da Assembleia Nacional, "crucial na aprovação de leis que violam os direitos humanos e restringem o espaço cívico e democrático", e do sistema judiciário, que "continuou a operar sem independência".
Embora relatórios anteriores já acusassem graves violações dos direitos humanos pelo Estado venezuelano, o novo documento ressalta que o perfil das vítimas de repressão "se ampliou consideravelmente" durante o período eleitoral, afetando não só a oposição e líderes sociais. No contexto eleitoral, o relatório observa que os abusos se estenderam também a "cidadãos comuns".
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Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Segundo informações divulgadas pelo UFC, o atleta teria sofrido um aparente ataque cardíaco enquanto dormia e não resistiu.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
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