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Maduro, após vencer ELEIÇÕES, propõe usar "tropas do BRASIL" para "libertar PORTO RICO"

A fala foi proferida durante o encerramento do Festival Mundial da Internacional Antifascista, evento de viés esquerdista realizado em Caracas.

Gabriel Alves

13 de janeiro de 2025 às 11:37   - Atualizado às 11:55

Maduro com exército venezuelano.

Maduro com exército venezuelano. Foto: Reprodução

O ditador venezuelano Nicolás Maduro propôs, no último sábado, 11 de janeiro, o uso das “tropas do Brasil” para alcançar a “liberdade de Porto Rico”, território caribenho sob administração dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante o encerramento do Festival Mundial da Internacional Antifascista, um evento de viés esquerdista realizado em Caracas.

"Assim como no norte eles têm uma agenda de colonização, temos uma agenda de libertação. A agenda foi escrita por Simón Bolívar. Está pendente a liberdade de Porto Rico, e nós vamos conquistá-la, Breno. Com as tropas do Brasil. E Abreu de Lima na frente. Batalhão Abreu de Lima para libertar Porto Rico, o que acha?", afirmou Maduro.

O ditador mencionou um suposto “Batalhão Abreu de Lima”, mas o único grupo com esse nome é um batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, sem vínculo com forças armadas nacionais ou internacionais. Ele também citou uma pessoa chamada “Breno”, sem esclarecer quem seria ou qual sua relação com o governo brasileiro.

Apesar da defesa feita por Maduro em prol da "libertação de Porto Rico", a atual governadora da ilha, Jenniffer González-Colón, já se posicionou contra o regime venezuelano. Após as recentes eleições na Venezuela, González-Colón declarou apoio a María Corina Machado, principal líder da oposição venezuelana, e afirmou que “Edmundo González é o presidente eleito da Venezuela”.

Brasil vendeu 20 MIL frascos de SPRAY DE PIMENTA às vésperas das ELEIÇÕES de MADURO

Dados do Governo Federal revelaram que o Brasil exportou 20 mil frascos de spray de pimenta à Venezuela, produto amplamente utilizado por forças de segurança para conter manifestações. A exportação ocorreu pouco antes das eleições presidenciais de julho, período marcado por tensões políticas no país vizinho.

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A cidade de Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela, serviu como ponto de entrada para dois carregamentos que, juntos, totalizam os 20 mil frascos. A pequena cidade brasileira, com cerca de 18 mil habitantes, é também a primeira parada para milhares de venezuelanos que deixam o país devido à crise econômica e repressão política do regime de Nicolás Maduro.

O envio do produto coincide com a contestada reeleição de Maduro, que gerou uma onda de protestos no país. De acordo com um relatório da ONU, essas manifestações foram reprimidas com detenções arbitrárias e outras violações de direitos humanos. Em resposta, o regime de Maduro classificou as alegações como "vulgares" e "panfletárias", acusando o documento de atender a interesses dos Estados Unidos.

A exportação foi autorizada pelo Ministério da Defesa e pelo Exército Brasileiro, apesar das preocupações internacionais sobre o tratamento dado à oposição na Venezuela. Questionado, o governo brasileiro afirmou que a operação seguiu todas as normas vigentes.

A identidade da empresa responsável pela venda não foi divulgada. O Exército informou que não poderia fornecer detalhes sobre a companhia envolvida na transação. Além disso, não há confirmação se a compra foi realizada por empresas privadas venezuelanas ou diretamente pelo governo de Maduro.

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