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Líderes mundiais reagem ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra Irã

Alguns países condenaram a ação deste sábado, 18 de fevereiro, enquanto outros demonstraram apoio à escalada militar no Oriente Médio.

Gabriel Alves

28 de fevereiro de 2026 às 13:13   - Atualizado às 13:13

Ataque em cojunto dos Estados Unidos e Israel no Irã.

Ataque em cojunto dos Estados Unidos e Israel no Irã. Foto: Reprodução

O ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, neste sábado, 28 de fevereiro, provocou reação imediata de vários países, alguns condenando a ação e outros demonstrando apoio à escalada militar no Oriente Médio.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, declarou:

“O pacificador agiu novamente. As negociações com o Irã foram apenas uma fachada. Todos sabiam disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2,5 mil anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos.”

Outra manifestação importante foi a do presidente francês, Emmanuel Macron. Numa rede social ele escreveu que “o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã traz graves consequências para a paz e segurança internacionais".

"Neste momento decisivo, todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do nosso território nacional, nossos cidadãos e nossos interesses no Oriente Médio”, acrescentou.

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O presidente espanhol, Pedro Sanchez, condenou o ataque.

“Rechaçamos a ação militar unilateral dos EUA e de Israel, que representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil. Rejeitamos igualmente as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária. Não podemos nos permitir outra guerra prolongada e devastadora no Oriente Médio. Exigimos a desescalada imediata e o pleno respeito ao direito internacional. É hora de retomar o diálogo e alcançar uma solução política duradoura para a região”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avalia que “os acontecimentos no Irã são de grande preocupação".

"Permanecemos em contato próximo para salvaguardar a segurança regional e a estabilidade. Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam escalar tensões e minar o programa de não proliferação nuclear é de vital importância. A União Europeia adotou grandes sanções em resposta às ações do regime assassino do Irã e de sua Guarda Revolucionária e promovemos consistentes esforços diplomáticos”.

A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, disse que determinou a adoção de medidas necessárias para garantir a segurança de cidadãos do país que estão nas áreas do ataque.

“Israel anunciou que realizou um ataque preventivo contra o Irã. Em seguida, também foi anunciado o envolvimento dos Estados Unidos. Dada a existência de tais preocupações, até agora vínhamos tomando medidas preventivas, como a evacuação antecipada de cidadãos japoneses para nos prepararmos para qualquer eventualidade. No entanto, ao receber a notícia, imediatamente instruí os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e a adotarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses que permanecem no local”.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, também publicou numa rede social sua manifestação diante do ataque a Irã.

“Diante dos graves desenvolvimentos que a região está vivenciando, volto a apelar a todos os libaneses para que se revestam de sabedoria e patriotismo, colocando o interesse do Líbano e dos libaneses acima de qualquer cálculo. E reitero que não aceitaremos que alguém arraste o país para aventuras que ameacem sua segurança e sua unidade”.

Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano, escreveu um longo texto onde afirmou que seu país está do lado do “povo corajoso do Irã em sua luta contra a opressão”. Ele escreveu que o regime iraniano “tem sido uma força desestabilizadora por meio de seus programas de mísseis balísticos e nucleares, apoio a grupos armados e atos brutais de violência e intimidação”. Albanese declarou ainda que a Austrália “apoia os Estados Unidos em ações para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e para impedir que o Irã continue a ameaçar a paz e a segurança internacional”.

Agência Brasil

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