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Israel, três dias após acordo de cessar-fogo, anuncia bombardeios no sul do Líbano

O Exército israelense afirma que realizou os ataques depois de detectar atividades do Hezbollah que representam ameaça e descreveu quatro ações.

Isabella Lopes

30 de novembro de 2024 às 19:11   - Atualizado às 19:11

Israel, três dias após acordo de cessar-fogo, anuncia bombardeios no sul do Líbano.

Israel, três dias após acordo de cessar-fogo, anuncia bombardeios no sul do Líbano. Foto: Reprodução

O Exército de Israel anunciou bombardeios contra o Hezbollah no Líbano três dias após o frágil cessar-fogo entrar em vigor. A Defesa israelense afirma que os alvos estavam relacionados ao transporte de armas do grupo, que acusa de violar o acordo.

O cessar-fogo no Líbano foi estabelecido na semana passada, após meses de destrutivos ataques aéreos e combates. Pelo acordo, as forças israelenses devem se retirar gradualmente do sul do Líbano no prazo de dois meses. A milícia xiita Hezbollah, por sua vez, deve recuar de posições ao norte do rio Litani e desmantelar sua infraestrutura militar no sul do país.

Ainda não está claro, contudo, quando cerca de 1 milhão de pessoas deslocadas pelo conflito poderão voltar para casa em segurança. Israel afirma ter bombardeado o sul do Líbano após detectar atividades do Hezbollah que representam ameaça e descreveu quatro ataques.

O Exército justificou que um dos alvos, na fronteira entre Líbano e Síria, estava sendo "ativamente usado" pelo Hezbollah para transportar armas da Síria ao Líbano, o que descreveu como uma violação do acordo de cessar-fogo.

Os outros três ataques, afirma a Defesa israelense, foram lançados ao identificar integrantes da milícia libanesa se aproximando de estruturas do Hezbollah, carregando armas ou se envolvendo no que descreveu como atividade terrorista. O exército se recusou a fornecer mais detalhes sobre esses ataques

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O Hezbollah não comentou imediatamente sobre os bombardeios. Desde o início do cessar-fogo, na quarta-feira, 27 de novembro, Israel já atacou pelo menos dois outros locais descritos como infraestrutura do Hezbollah. Apesar dos ataques esporádicos, a trégua parecia se manter no Líbano diferente do que ocorre em Gaza, onde as forças israelenses mantém a ofensiva no norte do enclave palestino.

A Defesa Civil Palestina em Gaza acredita que mais de 70 pessoas morreram em ataques em Beit Lahia, ao norte da Cidade de Gaza, mas afirma que não conseguiu acessar o local em razão do bloqueio israelense.

"Famílias inteiras foram exterminadas no norte de Gaza, e não sabemos nada sobre elas", afirma o comunicado da Defesa Civil - que não diferencia civis e combatentes ao divulgar números de mortos no conflito. "Há sobreviventes que permanecem sob os escombros por muito tempo, e não há defesa civil para resgatá-los."

Equipes de resgate estão impossibilitadas de operar no norte de Gaza desde o início da ofensiva israelense, há quase dois meses. O serviço de internet e telefone na área também tem sido instável nos últimos dias, dificultando ainda mais o acesso a informações confiáveis sobre as vítimas.

O Exército de Israel, por outro lado, negou os ataques aéreos em Beit Lahia e atribuiu os relatos à "propaganda falsa do Hamas", embora confirme que mantém a operação contra o Hamas na Faixa de Gaza.

O Exército declarou que opera "com base em inteligência precisa e confiável contra terroristas e alvos do Hamas, não contra civis em Gaza". Acrescentou ainda que a área mencionada é uma "zona de guerra ativa". (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Estadão Conteúdo 


 

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