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ISRAEL recebe LISTA DE REFÉNS que serão libertadas pelo HAMAS e diz que ela não se alinha a ACORDO

As autoridades de ambos os lados acusam mutuamente o outro lado de tentar sabotar os termos do cessar-fogo.

Ricardo Lélis

24 de janeiro de 2025 às 18:28   - Atualizado às 18:28

Reféns israelenses

Reféns israelenses Fotos: Reprodução/ Redes Sociais

O Hamas divulgou os nomes de quatro mulheres militares de Israel que serão libertadas no sábado, 25 de janeiro, na segunda troca de reféns israelenses e prisioneiros palestinos prevista no acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

O governo de Israel confirmou que recebeu a lista com o nome das reféns, mas que ela não se alinha com termos acordados previamente, informou o jornal israelense Hareetz.

O governo israelense também não especificou se os nomes incluídos são de militares.

As reféns foram identificadas pelo Hamas como Karina Ariev, Daniella Gilboa, Namma Levy, todas as três de 20 anos, e Liri Albag, de 19 anos.

As quatro são soldados israelenses e foram sequestradas de uma base militar próxima à Faixa de Gaza no ataque terrorista de 7 de outubro de 2023.

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Pelos termos do acordo, espera-se que Israel liberte cerca de 200 palestinos detidos em prisões israelenses em troca das quatro mulheres.

Segundo o jornal americano The New York Times, entre eles há palestinos que cumprem pena de prisão perpétua por envolvimento em ataques contra israelenses.

Apesar de não estar claro quais aspectos da lista de reféns Israel teria discordâncias, segundo o Hareetz o cessar-fogo estabeleceu que o Hamas é obrigado a libertar reféns vivos antes dos mortos, mulheres antes dos homens e civis antes dos soldados.

Do lado israelense, segundo os termos atuais, a libertação das reféns deve ser seguida pela retirada parcial das forças israelenses de uma zona-tampão no centro da Faixa de Gaza, para permitir o retorno de palestinos moradores do norte que foram deslocados pela guerra.

As autoridades de ambos os lados acusam mutuamente o outro lado de tentar sabotar esses termos.

Segundo autoridades israelenses, o Hamas também se comprometeu neste sábado a fornecer informações sobre as condições dos reféns que continuam em Gaza, mas que devem ser libertados durante a primeira fase do cessar-fogo, prevista para durar seis semanas.

Essa é uma exigência antiga de Israel, que na semana passada recebeu as três primeiras reféns libertadas pelo grupo terrorista. Em troca, 90 prisioneiros palestinos - todos mulheres e adolescentes - foram postos em liberdade por Israel.

A previsão é de que o Hamas liberte 33 reféns restantes, em troca da soltura de mais de mil prisioneiros palestinos por Israel. O grupo tem cerca de 94 reféns, mas presume-se que dezenas estão mortos.

Desde que entrou em vigor no último domingo, 19, o cessar-fogo tem sido respeitado em termos gerais. Em Israel, parentes de reféns comemoraram o retorno das primeiras três libertadas, enquanto milhares de palestinos comemoravam a pausa nos bombardeios na Faixa de Gaza.

Estadão Conteúdo

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