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Israel ataca Libano, Hezbollah revida e ministro da Defesa declara estado de emergência

Como parte das medidas de segurança, os voos no aeroporto de Tel Aviv foram suspensos.

Everthon Santos

25 de agosto de 2024 às 12:10   - Atualizado às 12:17

Bandeira de Israel.

Bandeira de Israel. Foto: Taylor Brandon/Unsplash

Neste domingo, 25 de agosto, o exército de Israel realizou bombardeios aéreos no sul do Líbano. Em resposta à ofensiva, o Hezbollah, que recebe apoio do Irã e é classificado como organização terrorista por países como Estados Unidos, França e Alemanha, afirmou ter iniciado a "primeira fase" de um ataque massivo, disparando 320 foguetes e drones que atingiram 11 locais militares em Israel.

A ação provocou uma rápida reação das autoridades israelenses, levando o Ministro da Defesa, Yoav Gallant, a declarar estado de emergência em todo o país por 48 horas. Como parte das medidas de segurança, os voos no aeroporto de Tel Aviv foram suspensos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou a postura firme de seu governo, afirmando que a resposta de Israel foi um passo decisivo para alterar a dinâmica no norte do país, mas alertou que os líderes do Hezbollah e do Irã não devem considerar esse episódio como o desfecho da situação. Netanyahu deixou claro que a escalada no conflito ainda pode ter desdobramentos, sugerindo que Israel está preparado para ações adicionais se necessário.

Por sua vez, o Hezbollah anunciou que a operação deste final de semana foi concluída com sucesso, destacando a eficácia do ataque e aumentando a tensão na já instável fronteira entre Israel e o Líbano.

Irã condena ataques de Israel ao Hamas

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, emitiu uma ordem para ataques diretos a Israel em retaliação pela morte de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, ocorrida em Teerã. A informação foi confirmada por três autoridades iranianas ao The New York Times.

De acordo com fontes anônimas, incluindo membros da Guarda Revolucionária do Irã, a ordem foi dada durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional na quarta-feira, 31, logo após a confirmação do falecimento de Haniyeh.

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Haniyeh estava em Teerã para a posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, quando foi morto. Tanto o Hamas quanto o governo iraniano acusam Israel pelo ataque, embora o governo israelense não confirme nem negue envolvimento.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, comentou que Israel “desferiu golpes devastadores” contra seus inimigos, referindo-se ao ataque que matou o comandante do Hezbollah, Fuad Shukr, que havia sido apontado como responsável por um ataque que resultou na morte de 12 crianças nas Colinas do Golã. No entanto, Netanyahu não mencionou especificamente Ismail Haniyeh.

“Acertamos nossas contas com Mohsen e acertaremos nossas contas com qualquer pessoa que nos faça mal”, afirmou Netanyahu, referindo-se ao nome de guerra de Shukr. “Qualquer um que mate nossas crianças, qualquer um que assassine nossos cidadãos, qualquer um que faça mal ao nosso país, sua cabeça tem um preço.”

O Irã apoia o Hamas na Faixa de Gaza, o Hezbollah no Líbano e outros grupos rebeldes no chamado “Eixo da Resistência”. Embora busque evitar um conflito direto com Israel, o regime iraniano tem intensificado a pressão através de ataques por procuração.

Em abril, Teerã lançou um ataque sem precedentes a Israel com mísseis e drones em resposta ao ataque israelense que matou comandantes iranianos no prédio consular em Damasco, Síria. A retaliação foi amplamente interceptada e causou poucos danos.

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