O ex-presidente teve o passaporte retido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, como medida cautelar da investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar a devolução do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi repercutida pelos principais jornais internacionais nos últimos dias.
O ex-presidente está com o passaporte retido como medida cautelar da investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Com a negativa do Supremo, Bolsonaro não irá à posse de Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos que assume o cargo nesta segunda-feira, 20 de janeiro.
O jornal americano The New York Times repercutiu a proibição com uma análise das semelhanças entre Bolsonaro e Trump, e por qual razão os dois políticos traçaram caminhos diferentes desde o momento em que deixaram o poder. Segundo a reportagem, "Trump está voltando ao poder, enquanto Bolsonaro encara a prisão".
Segundo o jornal, o ex-presidente brasileiro tomou um caminho diferente do adotado pelo presidente eleito americano porque, ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos, as autoridades eleitorais do Brasil foram ágeis em torná-lo inelegível e seu grupo político, desde então, só lhe ofereceu um "apoio morno".
O jornal The Wall Street Journal, dos Estados Unidos, mostrou que Bolsonaro não irá à posse de Trump mesmo sendo um dos "mais próximos aliados" do presidente eleito na América Latina e com um convite para o evento.
O jornal americano The Washington Post destacou os argumentos da decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, como o de que Bolsonaro não detém posição que lhe confira a representação oficial do Brasil na posse de uma autoridade estrangeira.
A reportagem detalhou o histórico de conflitos na Justiça entre Moraes e Bolsonaro e cita que o ex-presidente considera o magistrado um "inimigo pessoal".
O britânico The Guardian afirmou que, após a negativa da Suprema Corte brasileira, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) representará o pai na posse de Trump. O jornal afirmou que o deputado federal é um potencial candidato para a eleição presidencial de 2026.
O El País, da Espanha, relembrou que o bolsonarismo celebrou "com euforia" a vitória de Trump em novembro de 2024.
A proibição da viagem de Bolsonaro também foi repercutida pela Al Jazeera, do Qatar, e pelo francês Le Figaro. Enquanto o principal jornal do Oriente Médio destacou que o ex-presidente brasileiro se sente vítima de "lawfare", termo em inglês para "perseguição judicial", o jornal francês citou que, além da investigação por golpe de Estado que retirou seu passaporte, Bolsonaro foi condenado em uma ação eleitoral que o torna inapto a concorrer a cargos eletivos até 2030.
Estadão Conteúdo
1
2
4
15:57, 13 Set
29
°c
Fonte: OpenWeather
Assim como os humanos, os cães variam na expectativa de vida e no espectro de doenças que provavelmente enfrentarão.
A cantora e Michael Polansky assumiram o relacionamento em 2020 e, desde então, têm mantido uma postura discreta em relação à vida pessoal
Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, quando terroristas da Al Qaeda sequestraram e lançaram aviões em direção às torres do World Trade Center de Nova York e no Pentágono.
mais notícias
+