Helicópteros lançam troncos em rios em projeto de restauração ambiental. Imagem gerado por IA
O governo dos Estados Unidos está utilizando helicópteros para lançar troncos de árvores em rios e córregos, uma estratégia inovadora para restaurar ecossistemas degradados. A ação ocorre na Reserva Yakama, no estado de Washington, e visa reverter décadas de simplificação dos cursos d'água.
Historicamente, troncos eram removidos dos rios para facilitar a navegação e prevenir inundações, o que resultou em canais retos, rasos e com pouca biodiversidade. Agora, o projeto de restauração reconhece que a madeira grande é essencial para criar poças profundas, refúgios para peixes e retenção de sedimentos.
O projeto de restauração abrange 38 quilômetros de rios em áreas sem acesso rodoviário, justificando o uso de helicópteros pesados. Mais de 6 mil troncos serão posicionados para formar mais de 70 estruturas conhecidas como "logjams", que alteram o fluxo da água de forma natural.
Os helicópteros transportam troncos com raízes intactas, depositando-os em pontos estratégicos marcados por fitas coloridas. Cada estrutura ajuda a escavar poços, acumular cascalho para desova e conectar o rio à planície de inundação, melhorando a qualidade da água e reduzindo o aquecimento.
A presença de troncos nos rios promove a formação de áreas de abrigo para juvenis de peixes, como o salmão coho, que precisam de gravas específicas para reprodução. A madeira também alimenta insetos aquáticos e estabiliza o leito contra erosão excessiva durante cheias.
Essa abordagem contrasta com práticas antigas de "limpeza" fluvial, que eliminavam madeira e tornavam os rios vulneráveis a secas e superaquecimento. O projeto de restauração demonstra como intervenções em grande escala podem reativar processos naturais perdidos.
Especialistas destacam que os logjams retêm sedimentos finos, melhoram a infiltração de água no solo e criam microhabitats diversos. Em poucos anos, espera-se um aumento na biomassa de peixes e na resiliência do ecossistema a mudanças climáticas.
No Oregon, um helicóptero bimotor posicionou quase 400 troncos em 6,4 km de riachos, criando poças e áreas de refúgio para espécies nativas. A operação acelerou a recuperação de habitats degradados por atividades humanas.
Projetos assim ganham tração globalmente, com lições para o Brasil, onde rios amazônicos sofrem com assoreamento e perda de complexidade. A técnica prova que restaurar elementos "naturais" como troncos pode ser mais eficaz que engenharia tradicional.
A operação exige planejamento logístico preciso para evitar danos colaterais, como obstruções temporárias. Custos com helicópteros são elevados, mas justificados pela escala e durabilidade das estruturas.
Monitoramento pós-implantação medirá ganhos em biodiversidade e qualidade da água. Se bem-sucedido, o projeto de restauração pode inspirar ações em outros rios degradados, promovendo uma gestão mais ecológica de bacias hidrográficas.
O que começou como remoção de troncos agora vira estratégia de conservação, mostrando evolução na compreensão dos rios como sistemas vivos. Essa virada importa para a preservação de espécies migratórias e a adaptação climática.
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