Javier Milei. Foto: Reprodução/Instagram
O governo da Argentina anunciou, nesta segunda-feira, 26 de maio, uma série de mudanças em suas políticas de saúde pública, incluindo a revisão dos protocolos de vacinação e a saída oficial do país da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A decisão foi divulgada após a visita do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr., conhecido por defender pautas sobre vacinas.
De acordo com o Ministério da Saúde argentino, o objetivo é “mudar de um modelo sanitário centrado em reparar a doença para um modelo focado em cuidar da saúde com base em evidência científica”.
Entre as principais medidas estão a revisão estrutural dos órgãos do sistema nacional de saúde, a análise do uso de autorizações aceleradas para medicamentos de alto custo, especialmente aqueles voltados para crianças e doenças raras, além de restrições ao uso de aditivos sintéticos em alimentos.
Uma das mudanças mais polêmicas envolve o protocolo de aprovação de vacinas. O governo argentino informou que pretende exigir que todas as vacinas sejam submetidas a estudos clínicos que incluam grupos placebo, prática que não foi adotada, segundo eles, em vacinas como a da Covid-19, aprovada em caráter emergencial em diversos países durante a pandemia.
A gestão também afirmou que passará a questionar o uso de determinados aditivos na indústria alimentícia, citando possíveis relações desses componentes com o aumento de doenças crônicas na população.
Além das mudanças internas, o governo confirmou a decisão de se retirar da Organização Mundial da Saúde.
“Hoje, a evidência indica que as receitas da OMS não funcionam, porque não estão baseadas em ciência, mas em interesses políticos e estruturas burocráticas que resistem a revisar seus próprios erros”, diz o comunicado oficial.
As medidas anunciadas fazem parte de um reposicionamento da política sanitária do país, que afirma buscar maior transparência, segurança dos pacientes e sustentabilidade no sistema de saúde.
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