TRUMP afirma que China pode ajudar a ENCERRAR GUERRA entre Rússia e Ucrânia Fotos: Reprodução / Internet
O governo da China exigiu neste domingo (4/1) a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos no país sul-americano. A manifestação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês e reforça a posição de Pequim contra qualquer intervenção externa.
Segundo a nota oficial, a situação na Venezuela deve ser tratada por meio de negociações políticas e diplomáticas, sem o uso da força. Pequim também exigiu garantias de integridade física e segurança para Maduro e Cilia Flores, classificando a remoção do casal como uma violação do direito internacional.
A posição chinesa reforça críticas anteriores à ofensiva americana, que, segundo Pequim, representa um ataque direto à soberania de um Estado independente. O governo chinês afirmou ter ficado “profundamente chocado” com a operação, que desrespeita o princípio da não intervenção, considerado um pilar das relações internacionais.
Além disso, a nota chinesa descreve a postura dos Estados Unidos como hegemônica, alertando que a ação pode ampliar tensões e comprometer a estabilidade e a segurança na região.
Aliada próxima da Venezuela, a China mantém fortes laços políticos e econômicos com Caracas. Em diversas ocasiões, Pequim reiterou que eventuais crises no país sul-americano devem ser solucionadas internamente pelos próprios venezuelanos, sem interferência externa.
A exigência chinesa pela libertação de Maduro e Cilia Flores reflete também o esforço de Pequim para proteger seus interesses estratégicos na América Latina, ao mesmo tempo em que reafirma sua postura contra intervenções militares de outros países.
A China é, hoje, uma das maiores potências globais econômica, militar e geopolítica. Mas, por trás do avanço tecnológico, dos altos arranha-céus e das parcerias comerciais bilionárias, há um sistema rígido de governo que desperta questionamentos no cenário internacional: o regime político da China.
Diferente das democracias ocidentais, onde o poder é compartilhado entre diferentes partidos e há eleições diretas, a China é governada há mais de sete décadas por um único partido, o Partido Comunista Chinês (PCC). O país é uma república socialista de partido único, e isso tem consequências profundas sobre a forma como o poder é exercido e sobre as liberdades individuais dos cidadãos.
O regime político da China tem como base a hegemonia do Partido Comunista, fundado em 1921 e no poder desde 1949, quando Mao Tsé-Tung proclamou a República Popular da China. Desde então, não houve alternância de poder.
Na prática, isso significa que todas as instituições — o governo, o exército, a justiça, o parlamento, a imprensa e até organizações religiosas — estão sob influência direta do PCC. O Presidente da República também é o Secretário-Geral do Partido e o Comandante Supremo das Forças Armadas, reunindo em si os maiores poderes do país. Atualmente, esse cargo é ocupado por Xi Jinping, no poder desde 2013.
Diferente do Brasil e de outras democracias, não há eleições livres para os cargos mais altos da política chinesa. A população participa apenas de pleitos locais, e mesmo assim, os candidatos precisam estar alinhados ao Partido. Os cargos-chave, como o de presidente e de primeiro-ministro, são definidos internamente pelo PCC, sem voto popular.
Além disso, partidos de oposição não são permitidos. Existem oito partidos “satélites”, que funcionam apenas como apoio ao governo e não têm poder real de decisão. Assim, o regime político da China é considerado por analistas internacionais como autoritário ou ditatorial.
A censura é um dos pilares do regime. Críticas ao governo, manifestações públicas, protestos e denúncias são reprimidos com severidade. A imprensa funciona sob o olhar atento do Estado, e plataformas estrangeiras como Google, Facebook, YouTube, Instagram e Twitter são bloqueadas. No lugar, existem versões chinesas controladas pelo governo.
Jornalistas, ativistas e até cidadãos comuns podem ser detidos por postagens nas redes sociais consideradas “subversivas”. Em 2023, por exemplo, uma jovem de Xangai foi presa após publicar críticas à política de “Covid zero” do governo.
Nas escolas e universidades, o conteúdo educacional é moldado pelo Estado. O regime promove o nacionalismo, o culto à figura dos líderes comunistas e o orgulho pela estabilidade alcançada sob o comando do Partido.
Com o avanço da tecnologia, o regime político da China também aposta em um sistema de vigilância digital em massa. Câmeras com reconhecimento facial estão espalhadas pelas cidades, e há um “sistema de crédito social” que avalia o comportamento dos cidadãos, podendo puni-los por atitudes como atravessar fora da faixa ou fazer críticas online.
A China não é apenas um país com quase 1,4 bilhão de habitantes. É também o maior parceiro comercial de dezenas de nações — incluindo o Brasil —, uma das maiores economias do planeta e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Por isso, entender como funciona o regime político da China é essencial para compreender seus interesses estratégicos, alianças internacionais e até suas decisões sobre direitos humanos.
Enquanto internamente o país se apresenta como uma “ditadura moderna”, com foco em crescimento e estabilidade, internacionalmente adota uma postura cada vez mais assertiva, desafiando o modelo liberal defendido por Estados Unidos e União Europeia.
Apesar do controle rígido, há resistência. Protestos recentes, como os que aconteceram em Hong Kong e as manifestações silenciosas contra as restrições da pandemia, mostram que há uma parcela da população que clama por mais liberdade. No entanto, o preço da oposição pode ser alto: prisão, desaparecimento ou exílio.
A pergunta que permanece é: será que um modelo sem liberdade, mas com eficiência econômica, é sustentável a longo prazo? E até que ponto o mundo estará disposto a negociar com uma superpotência que não compartilha os mesmos valores democráticos?
O debate está lançado — e entender o funcionamento do regime político da China é o primeiro passo para formar uma opinião crítica sobre esse gigante silencioso que influencia diretamente a vida em todos os continentes.
Graças à centralização do poder no Partido Comunista Chinês (PCC), o país consegue manter planos estratégicos de 10, 20 ou até 30 anos, como os famosos Planos Quinquenais, com metas claras para setores como infraestrutura, tecnologia, energia e educação. Essa continuidade permite que a China invista pesadamente em inovação, mobilidade urbana, redução da pobreza e desenvolvimento tecnológico — com resultados visíveis, como:
Esse modelo de planejamento estatal eficiente é um diferencial competitivo — embora não isento de críticas — que muitos países em desenvolvimento ainda não conseguem replicar com a mesma consistência.
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