Furacão Melissa alcança categoria máxima e representa ameaça histórica ao Caribe. Imagem de Freepik
O Caribe enfrenta uma de suas maiores ameaças climáticas da década com a escalada do furacão Melissa à categoria 5 nesta segunda-feira, 27 de outubro. O fenômeno, inicialmente monitorado como uma tempestade tropical no último sábado, ganhou força em tempo recorde e já impactou duramente Haiti e República Dominicana, avançando agora para Jamaica e Cuba, segundo alerta do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
Com ventos que atingem até 260 km/h, Melissa não apenas desafia as estruturas das ilhas, mas também coloca milhões de vidas em perigo. Somente na Jamaica, as previsões de chuva chegam a impressionantes 1.000 mm, potencializando riscos de enchentes e deslizamentos, enquanto marés de tempestade devem alcançar até 4 metros acima do solo em partes da costa sul, sobretudo em Kingston, cidade que já está em estado de alerta máximo.
Com a aproximação do furacão, o governo da Jamaica determinou a evacuação emergencial de residentes de Kingston e Port Royal, fechando escolas e direcionando moradores para mais de 900 abrigos espalhados pelo país. O vice-presidente do Office of Disaster Preparedness and Emergency Management (ODPEM), Desmond McKenzie, adverte que nenhuma comunidade está a salvo das enchentes severas previstas, enfatizando que “não se deve brincar com Melissa. Não é uma aposta segura”.
Em Cuba, que já vivencia os efeitos de furacões, equipes de emergência estão mobilizadas para respostas rápidas, e a população segue instruções rigorosas de proteção e deslocamento. Regiões vizinhas também reforçam os protocolos, diante do histórico de destruição que furacões dessa magnitude deixam nas ilhas caribenhas.
No Haiti, Melissa devastou plantações em três regiões do país, deixando quase 6 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar — das quais quase 2 milhões já vivem em emergência. O cenário é agravado após a passagem do furacão, que também resultou em mortes registradas: três no Haiti e uma na República Dominicana.
Os danos na República Dominicana incluem mais de 750 casas destruídas e a necessidade de deslocamento de cerca de 3.760 pessoas para locais seguros. O furacão, além de trazer perdas materiais, amplia o drama de regiões já marcadas por vulnerabilidade social e econômica, exigindo respostas ágeis de governos e organizações internacionais para conter o avanço da crise humanitária.
As memórias ainda recentes de furacões devastadores, como o que deixou 13 mortos na Flórida em 2024, aumentam a tensão na região, que teme novos recordes de destruição em meio à temporada de fenômenos extremos.
A mobilização de equipes de socorro não impede o clima de apreensão entre moradores e turistas nas ilhas. As autoridades reforçam instruções de segurança e recomendam que todos acompanhem as atualizações oficiais e estejam prontos para evacuações de última hora.
A força de Melissa, somada aos impactos já sentidos em países vizinhos, transforma o furacão em símbolo urgente dos efeitos do aquecimento global e dos desafios crescentes para a proteção de populações vulneráveis em zonas litorâneas.
Em meio à escalada do fenômeno atmosférico, especialistas e autoridades pedem união, solidariedade e reforço à prevenção, alertando: a tempestade pode passar, mas o rastro de destruição só será revertido com ação coletiva e resiliência.
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