Com frota de guerra no Caribe, Trump prepara movimento decisivo contra Maduro Foto: Reprodução
A tensão entre Estados Unidos e Venezuela voltou a crescer nesta sexta-feira, 14 de novembro. Durante um trajeto no Air Force One, Donald Trump afirmou que já decidiu como o governo americano vai agir diante da situação venezuelana, mas deixou claro que, por enquanto, não pretende revelar a escolha.
A declaração veio no momento em que Washington intensifica a retórica contra Nicolás Maduro, que os EUA classificam como líder de um grupo narcotraficante conhecido como Cartel de los Soles.
O comentário de Trump foi feito poucas horas após o secretário de Guerra, Pete Hegseth, tornar pública a existência da operação “Lança do Sul”, planejada para enfrentar o que os Estados Unidos chamam de organizações “narcoterroristas”.
A iniciativa será conduzida pelo Comando Militar Sul, responsável pelas ações americanas no Caribe. Apesar disso, o governo norte-americano não esclareceu qual país ou alvo específico será atingido.
A movimentação militar no entorno da Venezuela, porém, é cada vez mais evidente. Navios de guerra e aeronaves dos EUA circulam próximos à costa venezuelana, algo que Caracas interpreta como um sinal de possível invasão.
Nos últimos dois dias, segundo o jornal The Washington Post, Trump e altos oficiais discutiram, em reuniões fechadas, opções de ação direta contra o governo Maduro.
Enquanto isso, o presidente venezuelano reagiu publicamente. Em pronunciamento nacional, Maduro pediu apoio “ao povo dos Estados Unidos” para impedir o que chamou de ameaça de guerra no Caribe. Ele também apelou ao Tribunal Penal Internacional e à ONU para que intervenham e evitem um conflito armado na região.
A escalada militar ganhou ainda mais força com a chegada do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, às águas que compõem a área de operações americana na América Latina.
O navio, segundo a Marinha dos EUA, vai reforçar missões voltadas para o combate a organizações criminosas internacionais. A frota conta com jatos, helicópteros, bombardeiros e outras embarcações que já atuam no Caribe.
Somente nos últimos dois meses, os EUA atacaram mais de 20 embarcações no Caribe e no Pacífico, resultando em mais de 70 mortes. Washington afirma que todos os alvos estavam ligados ao narcotráfico.
As ofensivas começaram logo após o governo americano dobrar para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Maduro.
Apesar da retórica de confronto, a revista The Atlantic afirmou que Maduro sinalizou estar aberto a negociar sua saída do poder, desde que receba anistia e condições seguras para viver em exílio.
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