Ex-funcionário do Tesouro dos EUA acusa Maduro de financiar esquerda no Brasil com "dinheiro sujo" Foto: Reprodução e Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marshall Billingslea, ex-secretário assistente para o Financiamento do Terrorismo do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, afirmou que o governo venezuelano utilizou "dinheiro sujo" para financiar campanhas de esquerda em toda a América Latina, incluindo o Brasil.
A declaração foi feita na segunda-feira, 20 de outubro, durante uma audiência do comitê do Senado sobre controle internacional de narcóticos. Segundo Billingslea, Nicolás Maduro transformou a Venezuela em um centro de articulação regional.
“O regime que espalhou o socialismo na América Latina é o venezuelano. É o dinheiro sujo e corrupto da Venezuela que financiou a campanha de Petro. Eles canalizaram dinheiro para o México e o Brasil. Com a democracia na Venezuela, acaba o dinheiro para campanhas socialistas na região, as receitas de petróleo para Cuba e o apoio à Nicarágua”, disse ele.
Billingslea também acusou Maduro de transformar o país em um refúgio para o Hezbollah, fornecendo documentos falsos e rotas de tráfico, tornando-o uma ameaça para o Ocidente.
“Com sua infraestrutura libanesa em ruínas e o financiamento iraniano incerto, o Hezbollah fará uma guinada decisiva para a América Latina, em especial no tráfico de drogas”, completou.
A presença recente de helicópteros militares dos Estados Unidos no Caribe chamou atenção de analistas e da imprensa internacional. As aeronaves pertencem ao 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais, mais conhecido como “Night Stalkers”, unidade de elite do Exército Estadunidense especializada em missões secretas e de alta complexidade.
O grupo ficou famoso em 2011, quando participou da ação que resultou na morte do terrorista Osama Bin Laden, no Paquistão.
Na última semana, o jornal americano “The Washington Post” noticiou que helicópteros do grupo foram vistos a menos de 150 km da costa da Venezuela durante um exercício de treinamento. Imagens divulgadas nas redes sociais no início de outubro mostraram aeronaves sobrevoando o mar do Caribe, próximas a plataformas de petróleo e gás.
Uma fonte ligada ao governo do ex-presidente Donald Trump confirmou ao jornal que os helicópteros estavam em exercícios preparatórios, sem detalhar a duração ou o objetivo exato da ação.
Desde setembro, a imprensa estadunidense tem levantado a possibilidade de uma operação militar mais ampla na Venezuela. Fontes citam que alvos ligados a cartéis de drogas poderiam ser atingidos, com o objetivo de enfraquecer o governo do presidente Nicolás Maduro.
Posteriormente, o governo americano enviou navios e aeronaves para a região do Caribe, próxima à costa venezuelana, alegando que se tratava de uma operação contra o tráfico internacional de drogas.
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