EUA anunciam revogação do visto de Gustavo Petro após ele incitar soldados americanos a desobedecerem ordens de Trump. Créditos: Reprodução/X/@ElNecio_Cuba
Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira a revogação do visto do presidente colombiano Gustavo Petro, após ele ter feito um pronunciamento em uma manifestação pró-Palestina em Nova York instando soldados americanos a desobedecerem ordens do então presidente Donald Trump.
O Departamento de Estado dos EUA qualificou as ações de Petro como "imprudentes e incendiárias", ressaltando que o presidente colombiano pediu publicamente que militares dos EUA não seguissem ordens e incitassem violência durante protesto realizado diante da sede das Nações Unidas. A decisão foi comunicada via rede social X, antiga Twitter.
Petro participou do protesto ao lado do ex-cofundador do Pink Floyd, Roger Waters. Em seu discurso, ele defendeu a criação de uma força armada global maior do que os exércitos dos EUA e Israel, com o objetivo de libertar a Palestina, e pediu que os soldados americanos "obedecessem às ordens da humanidade" em vez das de Trump.
Além disso, Petro denunciou o que classificou como genocídio em Gaza e criticou a postura dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU, onde Washington teria vetado resoluções favoráveis à diplomacia para a região.
O protesto ocorreu enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursava na Assembleia Geral das Nações Unidas, no mesmo momento em que vários países reconheciam oficialmente o Estado da Palestina, distanciando-se da política americana.
O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, reagiu à medida dos EUA, afirmando que Petro foi punido por ter contado a "verdade" sobre o que ele chamou de genocídio contra o povo palestino, e criticou o fato de Netanyahu não ter tido seu visto revogado.
Esta não é a primeira vez que Petro tem desentendimentos com a administração Trump. No passado, Trump ameaçou impor restrições de vistos e tarifas a migrantes colombianos após conflitos diplomáticos.
O Departamento de Estado já havia revogado vistos de outras figuras políticas consideradas críticas às políticas americanas, cenário que se repete com a decisão contra Petro.
Essa medida também fez parte de uma série de recusas de vistos a autoridades palestinas que tentavam participar da Assembleia Geral da ONU.
Petro já deixou Nova York e retornava a Bogotá na noite desta sexta-feira, após participar da sessão anual da ONU e dos protestos.
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Durante o intervalo, algumas das cédulas chegaram a circular entre os estudantes, passando de mão em mão. A situação chamou a atenção do professor, que decidiu acionar a polícia por precaução.
A morte foi confirmada nas redes sociais da editora Suhrkamp, que citou informações da família do intelectual.
A declaração foi feita durante reunião com as principais autoridades do governo, transmitida pela emissora estatal cubana.
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