Presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Reprodução/Flickr
O governo dos Estados Unidos pressionou os países da América Latina a definirem “de que lado estão” diante da crescente tensão com o Irã, poucos dias antes da 55ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A informação é do Conexão Política. O evento ocorre nesta quarta-feira, 25 de junho.
Segundo a reportagem, durante uma coletiva virtual com a imprensa, uma alta funcionária do Departamento de Estado afirmou que “esta é uma grande oportunidade para que os países da região decidam se apoiarão um regime que é patrocinador estatal do terrorismo ou qual posição adotarão”.
A declaração se refere diretamente ao recente bombardeio americano contra três instalações nucleares no Irã, autorizado pelo presidente Donald Trump.
O conflito entre Irã e Estados Unidos ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira, 23 de junho, após o governo iraniano lançar mísseis contra bases militares americanas localizadas no Catar e no Iraque.
A ação foi divulgada como uma retaliação direta aos recentes bombardeios realizados pelos EUA contra centros ligados ao programa nuclear iraniano.
A base de Al Udeid, situada em território catariano, foi um dos principais alvos da ofensiva. A instalação abriga mais de 10 mil militares dos Estados Unidos e é considerada a maior base americana na região do Golfo. De acordo com um oficial israelense, ao menos seis mísseis foram lançados contra o local.
Segundo a agência Reuters, testemunhas relataram a ocorrência de explosões em Doha, capital do Catar, durante o ataque.
A operação militar iraniana recebeu o nome de “Anunciação da Vitória”, conforme informado por uma agência estatal do país. Em nota oficial, as Forças Armadas do Irã afirmaram que “nenhum ataque ao território iraniano ficará sem resposta”.
O governo iraniano informou tanto os Estados Unidos quanto o Catar sobre os ataques com duas horas de antecedência, utilizando canais diplomáticos.
O objetivo, segundo fontes ouvidas pelo New York Times, era executar uma ação simbólica de retaliação, sem escalar imediatamente para um conflito direto.
Três autoridades iranianas afirmaram ao jornal que o Irã desejava manter espaço para negociações após a ofensiva, estratégia semelhante à adotada em 2020, quando Teerã também avisou o Iraque antes de atacar uma base americana.
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