EUA pretende instalar reator nuclear na Lua antes de China e Rússia. Fotos: Reprodução/Redes Sociais e NASA
Os Estados Unidos da América (EUA) entraram em contagem regressiva para instalar o primeiro reator nuclear na Lua. Em um movimento estratégico para não perder a dianteira na nova corrida espacial, o governo Trump quer colocar o equipamento em operação até o fim de 2029, à frente dos projetos liderados por China e Rússia, que planejam uma usina lunar para 2036.
A iniciativa foi formalizada com uma nova diretriz assinada por Sean Duffy, atual chefe interino da NASA. O documento, divulgado pelo jornal The New York Times, exige urgência no desenvolvimento da tecnologia, considerada essencial para manter presença sustentável e autônoma no satélite natural.
"Para avançar adequadamente esta tecnologia crítica, apoiar uma futura economia lunar, possibilitar geração de energia de alta potência em Marte e fortalecer nossa segurança nacional no espaço, é imperativo que a agência aja rapidamente", declarou Duffy.
A corrida não é apenas tecnológica. China e Rússia já anunciaram planos para construir um reator nuclear em solo lunar como parte de uma base conjunta no Polo Sul da Lua. O temor americano é que esses países cheguem primeiro e passem a impor limitações às operações de outras nações.
"Se forem os primeiros, podem estabelecer zonas de exclusão e restringir o que os EUA poderão fazer por lá", alertou Duffy.
O reator que os Estados Unidos pretende lançar deve gerar ao menos 100 quilowatts de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 80 casas.
A NASA já havia investido anteriormente em estudos para reatores menores, de 40 quilowatts, mas agora exige mais potência e um cronograma muito mais apertado. Em até 30 dias, um responsável pelo projeto será nomeado, e em até 60 dias será lançada uma chamada pública para empresas interessadas na construção do equipamento.
O local escolhido para a futura base é o Polo Sul da Lua, uma região que abriga crateras permanentemente sombreadas e possível presença de gelo de água, recurso essencial para sustentar a vida e gerar combustível.
No entanto, as condições ali são desafiadoras: a luz solar é escassa e os painéis solares, sozinhos, não conseguem garantir energia contínua. Por isso, a energia nuclear se tornou a aposta principal para garantir operações permanentes no local.
Enquanto isso, China e Rússia intensificam sua parceria. Os dois países assinaram um acordo para construir juntos a Estação Lunar Internacional de Pesquisa (ILRS), prevista para estar operando até 2036 com apoio de outros 17 países, entre eles Venezuela, Egito, Tailândia, África do Sul e Paquistão.
A primeira etapa do projeto será a missão chinesa Chang'e-8, que incluirá experimentos tecnológicos e científicos em preparação para missões tripuladas.
Apesar do avanço tecnológico, o debate jurídico também está em aberto. Os EUA defendem zonas de exclusão ao redor de bases e reatores como forma de proteger suas operações.
No entanto, especialistas em direito espacial alertam que a legislação internacional, como o Tratado do Espaço Exterior, não reconhece esse tipo de reivindicação territorial.
Nem China nem Rússia aderiram aos Acordos de Artemis, tratados liderados pelos EUA que buscam estabelecer diretrizes para a exploração lunar, e isso amplia o risco de conflitos diplomáticos e acirra a disputa por influência no espaço.
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Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Segundo informações divulgadas pelo UFC, o atleta teria sofrido um aparente ataque cardíaco enquanto dormia e não resistiu.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
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