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"Eu matei o papai": criança de 11 anos atira no pai após ficar sem videogame

A mãe ouviu um barulho alto, inicialmente confundido com fogos de artifício, e encontrou o marido Douglas Dietz morto com um ferimento de bala na cabeça.

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15 de janeiro de 2026 às 17:57   - Atualizado às 18:04

Carro da Polícia

Carro da Polícia Foto: Divulgação

Um menino de 11 anos foi acusado de homicídio depois de atirar e matar seu próprio pai, Douglas Dietz, de 42 anos, em Duncannon, no condado de Perry, na Pensilvânia, nos Estados Unidos. De acordo com relatos da polícia estadual e documentos judiciais, o disparo aconteceu na manhã de terça-feira, 13 de janeiro de 2026, após uma discussão doméstica motivada por restrição de videogame.

O crime e a confissão

Segundo o boletim policial e depoimentos obtidos pela WGAL News 8, a mãe da criança relatou que a discussão começou quando o garoto foi impedido de jogar videogame, o que gerou tensão entre pai e filho. Por volta das 3h20, a mãe ouviu um barulho alto, inicialmente confundido com fogos de artifício, e encontrou o marido Douglas Dietz morto com um ferimento de bala na cabeça.

Ao ser questionado pela polícia, o menino afirmou: “Eu matei o papai”, deixando claro o envolvimento direto no crime. O quarto do pai, onde ocorreu o disparo, estava conectado ao dormitório do filho por um armário, o que possibilitou o incidente sem testemunhas imediatas no local.

Processo judicial e medidas legais

O garoto, identificado como Clayton Dietz, foi detido e acusado de homicídio criminoso. Ele permanece sob custódia no condado de Perry, enquanto a justiça da Pensilvânia decide se ele será processado como adulto ou no sistema de justiça juvenil, algo permitido em casos de homicídio envolvendo crianças a partir de 10 anos.

A primeira audiência preliminar está marcada para 22 de janeiro de 2026, onde defensores e autoridades discutirão medidas legais, acompanhamento psicológico e possíveis estratégias de reabilitação.

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Repercussão e investigação

O caso gerou grande comoção na comunidade local e repercussão internacional, devido à idade incomum do acusado. Autoridades seguem investigando as circunstâncias do disparo, a arma utilizada e os fatores familiares que contribuíram para o incidente.

Especialistas em justiça juvenil alertam que crianças dessa idade são raramente responsabilizadas criminalmente por homicídio, mas a gravidade do ato exige análise detalhada do discernimento do menor e de medidas de proteção.

Contexto familiar e segurança

Enquanto o processo segue, Clayton Dietz receberá acompanhamento psicológico e legal, e as autoridades buscam equilibrar a responsabilização pelo crime com a proteção e reabilitação do menor. A comunidade local permanece em choque, refletindo sobre questões de segurança doméstica e supervisão infantil em situações críticas.

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