Vírus na Etiópia Foto Montagem/Portal de Prefeitura
A Etiópia confirmou, nesta segunda-feira (17), o seu primeiro surto do vírus de Marburg, uma febre hemorrágica altamente letal, pertencente à mesma família do Ebola. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde do país após a confirmação laboratorial de nove casos, incluindo três mortes atribuídas oficialmente à doença. Outros três óbitos continuam sob investigação, aumentando a preocupação entre autoridades de saúde e instituições internacionais.
Os casos foram registrados na região de Omo, no sul do país, próxima à fronteira com o Sudão do Sul uma área onde o fluxo populacional é intenso e a infraestrutura de saúde é limitada. A combinação desses fatores acendeu o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o avanço da doença e oferece suporte técnico às autoridades locais.
Em comunicado oficial, o Instituto Nacional de Saúde Pública da Etiópia confirmou que as amostras colhidas de pacientes testaram positivo para o Marburg por meio de análises laboratoriais avançadas. Equipes federais e regionais foram mobilizadas para rastrear contatos, isolar casos suspeitos e ampliar campanhas de informação à população.
A Africa CDC também enviou especialistas para ajudar na contenção do surto, reforçando protocolos de vigilância epidemiológica e garantindo a distribuição de equipamentos de proteção individual.
O vírus de Marburg é conhecido por sua elevada taxa de letalidade, que pode variar entre 24% e 88%, dependendo do surto e da capacidade de resposta local. A doença provoca febre repentina, diarreia intensa, vômitos, sangramentos e rápido agravamento do estado geral.
Atualmente, não existe vacina aprovada nem tratamento antiviral específico para o vírus. O cuidado médico consiste em hidratação, suporte clínico e manejo de complicações, o que torna a detecção precoce essencial para reduzir mortes.
O fato de o surto ocorrer perto da fronteira com o Sudão do Sul preocupa autoridades internacionais. A OMS já classificou a situação como “grave”, destacando que áreas de difícil acesso e deslocamentos transfronteiriços podem facilitar a disseminação da doença, caso não haja controle rigoroso.
Embora o vírus de Marburg seja raro, surtos anteriores em países como Uganda e Guiné mostraram que o avanço pode ser rápido quando medidas de contenção são insuficientes.
O governo etíope afirmou que continua monitorando de perto a situação e que novas atualizações serão divulgadas conforme avançam as investigações epidemiológicas. Enquanto isso, especialistas pedem que a população siga orientações de prevenção e procure assistência médica aos primeiros sintomas.
A OMS reforçou que, apesar da gravidade, surtos de Marburg podem ser controlados com isolamento adequado, rastreamento de contatos e resposta rápida medidas que já estão em andamento no país africano.
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