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Estados Unidos e Israel realizam ataque coordenado no Irã e país dispara mísseis em retaliação

De acordo com informações da Reuters, autoridades israelenses afirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian, foram os alvos.

Gabriel Alves

28 de fevereiro de 2026 às 10:07   - Atualizado às 10:07

Ataques em cidade do Irã, na capital Teerã.

Ataques em cidade do Irã, na capital Teerã. Foto: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O Irã sofreu um ataque coordenado na manhã deste sábado, 28 de fevereiro, pelos Estados Unidos e Israel. Explosões ocorreram na capital Teerã e, em pelo menos, mais outras quatro cidades iranianas. O país então disparou mísseis em retaliação contra Israel e realizou uma agressão em bases americanas no Oriente Médio.

De acordo com informações da Reuters, autoridades israelenses afirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian, foram alvos da investida, porém os resultados da ação não estão ainda claros.

Horas antes, fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que Ali Khamenei não se encontrava em Teerã, sem detalhar seu paradeiro. Já a agência estatal IRNA declarou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.

Relatos de agências internacionais indicam que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações utilizadas pelo líder supremo na capital iraniana. A agência estatal Fars informou que também houve explosões nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, em diferentes regiões do país. O espaço aéreo do Irã foi fechado após o início da ofensiva.

Segundo agências iranianas, 40 estudantes de uma escola de meninas no sul do país morreram durante o ataque. O Exército israelense declarou ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis.

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também foram ouvidas em países da região que abrigam bases dos Estados Unidos, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.

Em comunicado oficial, os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado diversos mísseis iranianos e confirmaram a morte de uma pessoa em Abu Dhabi. Testemunhas relataram ainda uma explosão em Dubai.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o objetivo da operação é neutralizar o programa nuclear iraniano e proteger a população americana de ameaças externas. Militares norte-americanos indicaram que a ofensiva pode se estender por vários dias. O Pentágono classificou a ação como "fúria épica".

"Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos", disse Trump em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Trump incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão "enfrentar a morte certa".

A ofensiva ocorre após semanas de negociações entre Estados Unidos e Irã para tentar estabelecer um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a operação busca "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã".

Netanyahu acrescentou que a ação "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino".

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