Caças da Otan em operação, interceptam e derrubam drones russos. Foto de Edoardo Bortoli na Unsplash
Na madrugada de 10 de setembro de 2025, a Polônia detectou e abateu uma série de drones russos que violaram seu espaço aéreo durante um ataque massivo contra a Ucrânia. Este episódio provocou uma das respostas militares mais contundentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em seu território desde o início do conflito russo-ucraniano.
Ao menos 19 drones foram identificados pelas forças aéreas polonesas rondando regiões sensíveis, especialmente nas áreas próximas às fronteiras com Belarus e Ucrânia. Vários drones foram abatidos por caças da Polônia e da Otan, com apoio ativo da Holanda, Alemanha e Itália. Este foi o primeiro registro desde 2022 em que equipamento militar russo foi derrubado diretamente em um país-membro da aliança.
O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que a Polônia está pronta para reagir a "ataques e provocações" e invocou o Artigo 4 da Otan, que prevê consultas entre os países-membros diante de ameaças à sua integridade e segurança territorial. Ele considerou o episódio uma "provocação em larga escala" e determinou o fechamento temporário do espaço aéreo de Varsóvia, afetando aeroportos e voos civis.
A União Europeia, por meio da presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, e países como Suécia, Noruega e Letônia condenaram a violação do espaço aéreo polonês, reforçando a solidariedade com Varsóvia e ressaltando a importância da unidade entre os aliados para proteger cada centímetro do território europeu.
Os ataques russos contra a Ucrânia continuam em ritmo intenso, com o uso massivo de drones suicidas e mísseis de cruzeiro. O incidente na Polônia reflete uma escalada na ofensiva russa, que tenta testar as defesas da Otan e pressionar seus inimigos diretos na região.
Especialistas alertam que o incidente representa um risco crescente de escalada indireta entre Rússia e Otan, podendo levar a uma crise diplomática e militar mais grave, sobretudo se as respostas se tornarem mais agressivas e frequentes.
O abate dos drones contou com a atuação coordenada entre a força aérea polonesa e a aliança militar, incluindo o emprego de caças F-35 da Holanda e baterias de mísseis Patriot da Alemanha, além da vigilância aérea italiana. Essa cooperação fortalece a capacidade de resposta multilíngue da organização.
Na região leste da Polônia, na fronteira com Belarus e Ucrânia, a população foi alertada para o risco e orientada a evitar aglomerações. Um dos drones caiu sobre um edifício residencial sem provocar feridos, mas gerou preocupação e reforçou o clima de alerta na região.
O governo polonês convocou o encarregado de negócios da Rússia para prestar esclarecimentos, mas Moscou negou envolvimento explícito na incursão, dificultando a resolução diplomática do caso e prolongando a tensão.
A invasão aérea da Polônia ocorre em momento delicado para as negociações de cessar-fogo na Ucrânia, complicando esforços diplomáticos e reforçando a necessidade de resposta unificada e firme da comunidade internacional frente às ações russas.
A Otan e seus países membros reforçam seus sistemas de defesa aérea e atendimento emergencial, enquanto monitoram a região em estado máximo de alerta, para prevenir e reagir a novas violações e ameaças.
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